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Servidores municipais de Itapema voltam a protestar na Câmara

Na 11ª Sessão Ordinária do ano (25/04), a Câmara de Vereadores de Itapema foi ponto de encontro para uma manifestação popular que juntou mais de 200 servidores e servidoras públicos da cidade. Dentre os gritos de ordem, eles reivindicaram o reajuste anual previsto por Lei à categoria. Desde fevereiro o Sindicato dos Servidores Municipais (Sisemi) trata com a Prefeitura para garantir a reposição da inflação do período aos trabalhadores.  Em março, diante da negativa do Governo em conceder tal reajuste, houve a primeira manifestação na Câmara. “Nenhum direto a menos” foi o pedido geral dos servidores públicos no plenário, diante dos vereadores. Uma faixa acompanhou o protesto e estampava a frase: “O servidor público merece um salário decente”. O presidente do Sisemi, Aristóteles Goulart, subiu à Tribuna do Povo e discursou para os servidores e vereadores. “Essa é a segunda vez que subo a essa tribuna, e o motivo é o mesmo: estamos sendo desvalorizados pela gestão municipal”, iniciou Aristóteles. Por dez minutos, ele falou e contestou algumas atitudes da Prefeitura. “Mesmo com dificuldades, os municípios vizinhos estão conseguindo pagar o reajuste a seus servidores. Não podemos confundir reajuste salarial com aumento de salário. A prefeitura, na imprensa, insiste em dizer que não há condições de reajustar nosso salário, mas, para nossa surpresa, eles lançaram um processo seletivo para contratar mais trabalhadores”, analisou. O reajuste, neste caso, é a reposição inflacionária. Por lei, o poder público é obrigado a repassar para os servidores o valor perdido para a inflação que, neste ano, representa 5,43%, segundo os índices oficiais da economia brasileira. O Sindicato contratou um economista para ajudá-los na garantia deste direito. Segundo presidente Ari, o especialista vai analisar o orçamento do município, para apresentar à Prefeitura uma forma de garantir o repasse da inflação aos servidores de carreira. Goulart continuou seu discurso pedindo uma explicação da prefeita Nilza Simas e assegurando que, se a categoria decidir, o sindicato irá declarar greve. “Nós precisamos de uma explicação. A prefeita nos manda esperar, mas esperar até quando? O que efetivamente será feito? Nós não estamos em greve, afinal, não é o Sindicato que decide por uma paralisação. Mas, se os servidores decidirem pela greve, o sindicato vai acatar e estar junto na luta”, garantiu o presidente do Sisemi. Yagan Dadam, vereador do PR, aproveitou a ocasião para subir à tribuna parlamentar e defender os servidores. Com a constituição em mãos, Yagan disse que o direito ao reajuste está assegurado por ela. “A correção monetária não é lucro, nem ganho, muito menos privilégio, é um direito que o servidor tem. O quadro atual demonstra desprezo ao quadro funcional”, afirmou o vereador. “Nós, vereadores, temos o dever de contribuir para recuperar o respeito e a imagem dos servidores perante a sociedade. Se o texto constitucional não for cumprido, estará se homenageando quem não cumpre as leis”, finalizou.

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