Camboriú

Projeto com grafite leva cor e muito aprendizado para escola de Camboriú

Liberdade de expressão, cores e traços, pura criatividade e talento – assim é a arte de rua. Tem o poder de transformar totalmente uma cena urbana e tirar as pessoas do olhar cotidiano, ao despertar dentro de cada um seu próprio olhar para a arte. Depois de sofrer com a pichação, a direção da Escola Básica Municipal Lucinira Melo Rebelo, em Camboriú, decidiu usar a arte de rua ao se favor e iniciou um projeto com o artista local, Álvaro Gutowski, que trouxe, além do grafite, muito aprendizado e consciência aos alunos. A diretora da escola, Nilcéia dos Santos Dutra de Oliveira, conta como surgiu a ideia do projeto. “Já conhecia o trabalho do Álvaro, ele também é pai de dois alunos nossos. Depois do incidente com a pichação, resolvemos desenvolver esse projeto utilizando o grafite, envolvendo os alunos e mostrando na prática a eles a grande diferença entre a pichação e a arte”, explica. Alváro nasceu artista, começou a desenhar aos 8 anos de idade e aos 18 fez desse dom a sua profissão. Com quatro filhos, dois estudando no Lucinira, a família respira arte. Quando recebeu o convite da diretora, Álvaro logo abraçou a ideia. “Gostei muito de levar a minha arte para a escola. O grafite é um palco de comunicação, tem uma linguagem que desperta o interesse dos jovens, pois nasceu da cultura hip hop, do break. Tentei passar para os alunos a importância de canalizar a energia para algo bom, para que se expressem através da arte ao invés de uma pichação”, comenta. O trabalho do artista foi feito de forma voluntária e a escola ajudou com os materiais e tintas. A diretora lembra que fez o convite para os alunos das turmas do 6º ao 9º ano e muitos toparam participar. “Era para ser uma pintura pequena e acabou ocupando três partes do muro, até as mesas do refeitório ganharam cores. Percebemos que a arte do grafite é respeitada, esperamos que nada mais seja rabiscado”, comenta. Álvaro reforça que existe uma espécie de código de ética no grafite – uma vez feito o desenho, ninguém mais pode rabiscar em cima. “Isso está no inconsciente das pessoas, é a leia da arte de rua”, reforça. Nilcéia ressalta que os muros da escola viraram motivo de orgulho entre os alunos. “A lição foi passada com sucesso. Hoje a briga é para ver quem ajudou a pintar cada desenho. Os muros foram transformados em um local que transmite alegria”, conclui. Álvaro também se orgulha do trabalho e conta como surgiu a inspiração. “Usei algumas técnicas e a ideia foi surgindo. Na escola eles me deram o tema – que era sobre o Meio ambiente e trabalhei em cima disso. Sempre imagino todo o desenho antes na minha cabeça, faço a matemática das proporções e começo a criar as formas e dar as cores”, revela. Para o trabalho o artista utilizou apenas tinta spray e muita criatividade.

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