Camboriú

Ministério das Cidades entrega estudo sobre áreas de risco em Camboriú

Camboriú é agora uma das 16 cidades catarinenses contempladas com um estudo que informa em detalhes as áreas do território urbano sujeitas a desastres naturais. Chamada de Cartas Geotécnicas de Aptidão à Urbanização Frente aos Desastres Naturais, a pesquisa foi feita por meio de uma parceria entre o Ministério das Cidades e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Um dos produtos dessa ampla pesquisa é um mapeamento da cidade em que é possível visualizar as áreas que correm alto, médio e baixo risco de desastres como inundações e deslizamentos de terra. O mapeamento geotécnico de Camboriú está disponível para consulta pública no site da UFSC (acesse o link aqui) e foi entregue ao prefeito Elcio Kuhnen no final de junho. “A partir do momento em que recebe a pesquisa, o Município tem a responsabilidade de considerar as informações disponíveis nesse documento sempre que agir sobre o território urbano”, explica Elcio. Para algumas secretarias municipais, como Planejamento Urbano e Defesa Civil, além da Fundação Camboriuense de Gestão e Desenvolvimento Sustentável (Fucam), o uso desse documento é estratégico. É o que explica o diretor de fiscalização da Fucam, Maurício Fernandes. “Na Fucam, vamos usar como embasamento para pareceres técnicos no processo de licenciamento ambiental de novos empreendimentos. O estudo vai informar se área tiver restrição ambiental, se tiver baixa aptidão para urbanização e sujeita a riscos”, esclarece Maurício. Flávio Geraldo, secretário de Defesa Civil, também comenta a importância desse mapeamento para a prevenção e contenção de desastres naturais na cidade. “Nós já tínhamos um mapeamento das áreas de risco, mas este documento é mais completo porque cruza novos dados. Informações mais específicas significam mais inteligência para o trabalho da Defesa Civil”, destaca. Para desenvolver as Cartas Geotécnicas de Aptidão à Urbanização Frente aos Desastres Naturais, os pesquisadores da UFSC e do Ministério das Cidades cruzaram informações sobre os tipos de solo, hidrografia e estabilidade de encostas existentes em Camboriú. O documento classifica o risco de desastres naturais como baixo, médio 1, médio 2 ou alto. “Esse mapeamento é útil, inclusive, para quem for adquirir ou construir um novo imóvel na cidade. De maneira muito rápida, é possível observar na internet qual o risco no local”, reforça o diretor de fiscalização Maurício Fernandes.

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