Itajaí

Município imuniza crianças contra pneumonias e bronqueolites

Cada dose da medicação aplicada na segunda-feira custa entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil. Vinte e quatro crianças da região foram imunizadas, gratuitamente, contra pneumonias e bronquiolites, na segunda-feira (14), no Centro de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (CEPICS), em Itajaí. A medicação Palivizumabe foi aplicada em bebês prematuros e em crianças com problema cardíaco congênito, que têm alto risco de contrair essas doenças. As doses do medicamento possuem alto custo, variando entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil. A recomendação da Palivizumabe ocorre entre março a agosto, onde há um pico de sazonalidade de circulação da infecção causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Durante esses meses as crianças com indicação médica devem receber a medicação por uma equipe capacitada para fazer a aplicação do produto, conforme o peso da criança. São imunizados bebês que nasceram prematuros com menos de 28 semanas de idade gestacional e crianças cardiopatas até os dois anos de idade. Foram incluídos ainda recém nascidos e crianças internadas em hospitais da região, administrando as doses, com intervalo de 30 dias, no total de até cinco doses. Neste ano, a campanha beneficiou 38 crianças da região da Amfri. O encerramento ocorre no dia 24 desse mês. Durante a campanha, também foram tomadas medidas para evitar a transmissão do vírus, como limitação de contato com pessoas infectadas, intensificação dos cuidados de higiene pessoal e cuidados gerais com as crianças que fazem parte do grupo de alto risco. Ainda foi recomendado evitar locais de aglomeração de pessoas e a exposição passiva ao fumo dos pais e familiares. A criança que nasce antes da hora não está tão desenvolvida para lidar bem com os estímulos externos e precisa de cuidados extras do hospital, dos pais e dos profissionais de saúde, bem como as crianças cardiopatas. “Com a aplicação do medicamento Palivizumabe, além de prevenir as pneumonias e as bronquites, há uma redução de 55% nas hospitalizações, também há um decréscimo no número de internações, da necessidade dessa criança ir para oxigenoterapia, além de diminuir a intensidade de ela ficar hospitalizada em UTI e evitar o óbito por problemas do trato respiratório”, comenta a coordenadora do CEPICS, Leslie Kobarg Cercal Patrianova. Leslie explica ainda que o medicamento estimula o sistema nervoso da criança a produzir anticorpos que neutralizam o vírus sincicial respiratório, inibindo a sua proliferação.A aplicação com a Palivizumabe é a única forma disponível para prevenir casos graves de infecções respiratórias em latentes. As doses da medicação são fornecidas pelo Governo Federal e distribuídas pela Gerência Regional de Saúde ao município, que faz a aplicação nas crianças. O tratamento completo varia entre R$ 12,5 mil e R$ 25 mil.
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