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MÉDICO DA UBS CENTRAL ALERTA SOBRE O USO PROLONGADO DE ANSIOLÍTICOS

Toda quinta-feira na Unidade Básica de Saúde Central o médico reúne os pacientes e ministra palestra sobre os efeitos do uso prolongado das benzodiazepinas. A pouco tempo foi reconhecido, mas o uso generalizado de medicação controlada é um problema de saúde pública. Preocupado com a prescrição excessiva e o uso prolongado e injustificado dessas medicações, o médico da UBS Central, Dr. Oscar Misael Ayala Pizana ministra palestras sobre o tema. “As palestras alertam os pacientes sobre os efeitos secundários do uso prolongado das benzodiazepinas. A proposta desse trabalho é informar, esclarecer, orientar e conscientizar os pacientes sobre o perigo do consumo habitual e da dependência física e psicológica desses medicamentos,” enfatiza. O número de pacientes dependentes das benzodiazepinas é significativo e a quantidade de prescrições é alarmante. O stress e a vida moderna são os principais motivos relatados pelos pacientes nos consultórios. Durante a palestra, o médico explica detalhadamente que os ansiolíticos são mais eficazes na fase aguda dos distúrbios da ansiedade e que na sequência, o tratamento pode ser realizado em associação com psicoterapia e outras técnicas comportamentais. E ao obter melhora durante o tratamento, a proposta é de diminuição e retirada da medicação, apostando em outros tratamentos para o controle da ansiedade. “O paciente precisa saber que são medicações viciantes e que o abuso delas podem comprometer a memória e a concentração, prejudicando a capacidade de organizar a vida diária,” explica o médico. A equipe da UBS no Central está envolvida com o projeto. Os grupos são divididos com oito pacientes e após a palestra, o médico atende individualmente para a prescrição de receita, orientação e encaminhamento para psicólogo e também para participar do grupo de apoio. A paciente Sandra Marinho conta que está usando ansiolíticos a pouco tempo e ao assistir a palestra vai pedir orientação ao médico para deixar de tomar a medicação. “Fiquei feliz em saber que os profissionais estão preocupados com a nossa saúde a longo prazo. Esse alerta foi muito importante, pois não quero ter amnésia e ficar dependente dessas drogas”, diz. Já a paciente Ladir Buzello diz que a preocupação do médico ao orientá-la em participar dos grupo de apoio fez toda a diferença. “Eu entrei por essa porta chorando e agora saio sorrindo, e estou me libertando dos analgésicos e ansiolíticos”, comemora a paciente. As palestras serão ministradas pelo médico nos grupos de idosos e também em outras Unidades Básicas de Saúd
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