Navegantes

PROJETO DE RECUPERAÇÃO DA PRAIA DE NAVEGANTES JÁ É DESENVOLVIDO DESDE 2010

A Prefeitura de Navegantes esclarece que o Projeto de Recuperação da Praia já vem sendo desenvolvido desde o ano de 2010, pela Fundação Municipal do Meio Ambiente – FUMAN. No entanto, é preciso considerar que no bairro Gravatá a situação atual é consequência de um processo não planejado de urbanização que iniciou há mais de 40 anos com a instalação da avenida ligando os bairros São Pedro, Centro, Meia Praia e Gravatá, sem pensar no impacto ambiental que a retirada da restinga traria ao longo do tempo. Por essa razão, a Prefeitura de Navegantes está realizando a colocação de pedras como medida paliativa – já aprovada pelo Ministério da Integração Nacional e fundamentada em pareceres técnicos da Defesa Civil e de empresa especializada no assunto – com o intuito de preservar o patrimônio público e privado naquela localidade, visto que, enquanto não houver o recuo da maré, não há como iniciar a recuperação da restinga. A Superintendente da FUMAN, bióloga Cláudia Angioletti Gabriel, ressalta que assim que forem iniciadas as obras de construção do Molhe no Gravatá, os estudos realizados mostram que a estrutura irá promover um engordamento natural da faixa de areia, que dará suporte ao início do processo de recuperação da restinga naquele trecho da praia. “Ninguém está brincando com o dinheiro público. O estudo de modelagem foi feito por uma empresa especializada da Dinamarca, a DHI, que aponta soluções com a implantação de outro espigão ou molhe no Gravatá. Mesmo que algumas entidades não tenham buscado informações do município acerca das ações e estudos já realizados, importante informar à população, que Navegantes vem realizando a recuperação da praia desde 2010, com a implantação do Projeto dunas Embrionárias pela FUMAN, conforme termo de ajustamento de conduta assinado com o Ministério público Federal, que já exigia a recuperação das dunas e a regeneração da vegetação nativa no local”. O Projeto Dunas embrionárias refere-se à formação de dunas por meio de material lenhoso das árvores cortadas e as trazidas pelas correntes marinhas, distribuídas nas áreas degradas das dunas frontais (as de frente para o mar) e das secundárias. Esses bancos de areia servem de barreira natural à invasão da água do mar. Conforme a superintendente, a regeneração da restinga no bairro Centro, principalmente até o trecho do aeroporto, levou apenas seis meses, mostrando a eficácia do projeto. Além disso, a Prefeitura fomentou, num acordo entre FUMAN, FATMA e PORTONAVE a compensação ambiental que resultou no Projeto Nossa Praia. Esse projeto é considerado uma das maiores obras de recuperação de praia urbana do Brasil, com a retirada da vegetação exótica e plantio de espécies nativas, reconstrução de dunas, fechamento de trilhas irregulares e, ainda, revitalização com a construção de um deque, que evitou o pisoteio e constante degradação na área recuperada.

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