Balneário Camboriú

Projeto vai resgatar cultura local na Educação Infantil de Balneário Camboriú

Conhecer, vivenciar e preservar a cultura de Balneário Camboriú. Essas são algumas das metas do projeto “Cultura Viva: da cultura local à vivência da criança atual”, lançado nesta quarta-feira (04) pela Secretaria de Educação e Fundação Cultural, no Teatro Municipal Bruno Nitz. “Aprender cultura e trabalhar com a cultura é aprendizado, é vivência, é crescimento. Por meio da cultura a criança aprende a sua história, as suas raízes, conhece melhor a comunidade onde mora, o porquê das coisas, resgata sua identidade. É preciso conhecer para valorizar”, disse a secretária de Educação, Rosangela Percegona Borba durante o lançamento que reuniu professores, supervisores e gestores.

O tema cultura, que já é trabalhado na Rede Municipal de Educação, agora será ampliado com a parceria da Fundação Cultural. Para que os educadores pudessem mergulhar neste universo cultural, eles foram recepcionados já no lado de fora do Teatro Municipal com intervenções artísticas, junto aos feirantes da Rua 200. Em seguida, no palco do teatro, o professor Fábio Aurélio Castilho, do projeto Histórias à Bordo, apresentou a história do Boi de Mamão.

O Projeto Cultura Viva possui quatro etapas. Além do lançamento e apresentação do projeto às equipes pedagógicas nesta quarta-feira, os supervisores e um professor multiplicador de cada Núcleo de educação Infantil (NEI) participarão de formação nos meses de maio, julho e agosto. A terceira etapa será em julho quando inicia a socialização entre as crianças e os trabalhos em sala de aula, relacionados às características culturais e históricas da cidade. Já a quarta e última etapa ocorrerá no mês de agosto e proporcionará o compartilhamento dos resultados entre as equipes pedagógicas, bem como a preparação para futuras edições do projeto.

“O nosso propósito é fazer com que as crianças tenham a oportunidade de assumir o papel de pequenos cidadãos que conhecem, vivenciam e preservam a nossa cultura local através dos tempos. Existem coisas que não podemos simplesmente explicar, temos que nos permitir vivenciar e sentir e é com essa sensibilidade que buscaremos resgatar e eternizar, junto às crianças, lembranças especiais da linguagem cultural, assim como as que guardamos no nosso tempo”, disse a técnica pedagógica do Departamento de Educação Infantil, Dijaiza Gomes de Sá.

Para a diretora de Artes da Fundação Cultural, Lilian Martins Camargo, “falar sobre cultura é muito mais amplo do que se imagina. A maioria das pessoas conhece apenas a ponta do iceberg da cultura, mas ela vai além da culinária, festividades, dança e jogos, envolve educação, religião, moda e vários outros aspectos”. Para ilustrar a amplitude da cultura, ela utilizou como símbolo a rosca de polvilho, ou coruja como muitos conhecem, e contextualizou todo o processo cultural que fez com que hoje possamos saborear este alimento, que lembra a infância de muitos e tem um grande significado histórico e cultural.

“Estamos muito felizes com essa parceria, que é fundamental para formarmos uma geração diferenciada que conhece bem sua cidade, sua cultura, sua raiz. Vamos reunir alunos e comunidade e através da arte fomentar a cultura”, falou a diretora do Teatro Municipal, Potyra Najara.

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