Política

“OS SEGREDOS DO BARÃO” – BASTIDORES DA POLÍTICA EM SC

Vice: Carmen dialoga para confirmar convite

Setores da imprensa, a partir de informações do jornalista Marcelo Lula, informam sobre decisão da deputada Carmen Zanotto que, convidada, teria aceitado ser candidata a vice-governadora na chapa liderada por Mauro Mariani (MDB).

PORÉM

Ainda não existe uma decisão oficial e anúncio nesse sentido. Não significa que a deputada lageana esteja desdenhando ou retardando a decisão. Pelo contrário, o que ela faz é dialogar com aqueles que lhes são próximos, respeitando lideranças e inclusive familiares. Carmen Zanotto está em Lages desde o início da noite de quarta-feira, 01. Ainda nesta quinta-feira, 02, retorna a Florianópolis. Tende inclusive a fazer a ponte aérea Floripa-Brasília para dialogar com lideranças do PPS nacional.

E

Somente depois disso haverá a manifestação, embora haja sensação de valorização e crença na caminhada política que a trouxe até aqui. Em se confirmando a dobradinha Mauro Mariani e Carmen Zanotto, a parlamentar lageana focará o projeto sabendo que está dando um passo gigante na carreira política. E mesmo nesse momento que poderia subir no salto, a deputada prefere o comportamento discreto e de resultado que caracteriza sua atuação.

PORTANTO

Não existe declaração da deputada Carmen Zanotto confirmando aceitar ser candidata a vice-governadora. Existe uma ação de dialogar e preparar o cenário, respeitando lideranças, amigos e familiares para, a partir disso, anunciar a decisão em definitivo.

Bolsonaro e a autoverdade

“Se o valor está no ato de dizer e não no conteúdo do que é dito, não há como perceber que não há nenhuma verdade no que é dito. Bolsonaro não está dizendo a verdade quando estimula o ódio aos gays, mas sendo homofóbico. Não está dizendo a verdade quando agride negros, mas sendo racista. Não está dizendo a verdade quando diz que não vai estuprar uma mulher porque ela é feia, mas incitando a violência contra as mulheres e sendo misógino”.

Os Mesmos

Há sete eleições, a composição do Congresso Nacional sempre muda praticamente pela metade. O restante de vagas fica por conta de figurinhas carimbadas que conseguem se reeleger. Da última vez, 2014, os brasileiros elegeram o parlamento mais conservador desde a ditadura, com o maior número de representantes ligados a bancada militar, religiosa, e ruralista, por exemplo. E a expectativa, nestas eleições, é de que 90% dos atuais deputados federais tentem a reeleição, contra 75%, nas últimas eleições. Para os analistas, pelo menos 90% dos atuais deputados vão disputar às eleições. E os 10% que vão desistir ou concorrer a outros cargos serão substituídos majoritariamente por parentes, seja esposa ou marido, filho, pai, mãe, etc. De modo que há tendência também de crescimento da bancada de parente.

Individualismo, meritocracia e descaso pela política

Faltando pouco mais de 60 dias para a realização do pleito eleitoral de 7 de outubro próximo, as sondagens realizadas por diversos institutos de pesquisa revelam que, aproximadamente, mais da metade do eleitorado ainda não sabe em quem irá votar. Caso seja mantido este cenário, estima-se que o número de votos brancos e nulos atingirá grandes percentuais, revelando o que analistas consideram como um processo ascendente de desinteresse, descrédito ou “desencanto” pela política.

O certo é que nem tudo está certo na política catarinense

É mais ou menos isso o que acontece no mundo político catarinense. Entre acertos e desacertos, sabe-se que até o fim de semana algo a mais poderá acontecer. Partidos como o PSD, Progressistas e PSDB, estão com suas atas em aberto para qualquer mudança eventual.Agora, se o PSD decidir se enveredar para um lado, creio que o MDB pode ser a melhor alternativa. Pela simples razão. Cumpriria um acordo firmado muito tempo atrás, e que levaria a inversão das candidaturas ao Governo.E mais. Colocaria o ex-governador Raimundo Colombo em um conforto eleitoral, além do esperado. Aliás, Raimundo é quem até agora anda perdido com as decisões do PSD. Faltou a força da liderança dele, nos bastidores do seu partido.Bem, seja como for, que se entendam. O eleitor de um modo geral e na grande maioria, visualiza o candidato, e não o partido.Por fim, pergunto: quem é líder do PSD hoje que pode reordenar os entendimentos, dentro da própria casa?

 

Por: Junior Neto

 

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