Política

Deputado Dr. Vicente Caropreso destaca a criação da comissão do idoso na ALESC

O deputado estadual Dr. Vicente Caropreso, destacou a criação da comissão permanente dos idosos na Assembleia Legislativa. A instalação desta comissão foi uma das propostas apresentadas pelo parlamentar no ano passado e agora foi contemplada no novo Regimento Interno da Alesc.

Para o deputado Caropreso, que é médico, a criação da comissão é uma grande notícia para os catarinenses, já que segundo a (OMS) Organização Mundial de Saúde o número de pessoas com idade superior a 60 anos chegará a 2 bilhões de pessoas até 2050 o que representará um quinto da população mundial.

Ainda segundo o (IBGE), entre 2012 e 2017, a população de idosos no País saltou 19,5%, de 25,4 milhões para mais de 30,2 milhões de pessoas.

Já os dados do Ministério da Saúde, mostram que em 2016 o Brasil tinha a quinta maior população idosa do mundo e em 2030, o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre zero e 14 anos.

“Diante desses números, é preciso pensar e discutir políticas públicas que possam absorver de forma eficaz todo o impacto financeiro, humano e todas as dificuldades e desafios que serão encontrados pra acolher de forma digna esta grande fatia da população.”

Para o deputado é preciso ter mais sensibilidade administrativa para criar e conduzir políticas públicas que atendam esta demanda. Neste sentido o papel da comissão é de fundamental importância, pois nas comissões são discutidas as propostas e projetos que se transformam em leis.

Além disso, o doutor Vicente alerta que a comissão terá um grande desafio já que Santa Catarina tem a maior expectativa de vida do Brasil.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida de um homem em Santa Catarina chega a 76,4 anos, por esta razão temos que estar preparados para atender esta fatia da população catarinense, enfatiza o deputado.

 “O perfil demográfico do País em 2030 será muito diferente do que temos hoje e isso vai significar uma elevação dos custos assistenciais em decorrência da redução da força produtiva”.

A nossa sociedade atual vem demonstrando uma diminuição dos laços familiares No novo “modelo de família” nem sempre se pode contar com um familiar para cuidar dos mais velhos.

“Temos que pensar um Estado que compense essa deficiência com políticas públicas que protejam os idosos. Essas políticas são necessárias para atender uma população que já deu a sua parcela de contribuição. Num país em crise e com cortes nas despesas em áreas essenciais como a saúde se faz necessário planejar alternativas para atender essa demanda”, analisa Caropreso.

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