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Principais tendências de viagem que crescem no Brasil

A demanda global por viagens aéreas domésticas e internacionais teve alta de 6,5% em janeiro (em comparação ao mesmo mês de 2018). É o crescimento mais expressivo registrado em seis meses. A informação é da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês).

No Brasil poderia ser bem melhor, mas os preços dos bilhetes aéreos são caríssimos e ainda sofremos a falta de conetividade. As conexões são absurdamente longas, muitas das vezes é muito mais rápido cruzar o planeta do que cruzar o Brasil.

Mas ainda assim em 2018 foram transportados 93 milhões em voos nacionais e 9,3 milhões em internacionais (+16,45%) de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

“O setor turístico de forma geral saiu da estagnação e vemos empresas se movimentando para atrair um consumidor cada vez mais exigente, que busca sim pelos menores preços, mas quer, ao mesmo tempo, experiências diferenciadas. Além disso, o acesso à informação avançou e continua crescendo de forma acelerada, impulsionado pelo uso da tecnologia, através dos apps, por exemplo, e, claro, das redes sociais”,avalia Juliana Vital, General Manager do Voopter, aplicativo brasileiro de comparação de preço de passagens aéreas e promoções.

Praia do Forte – Florianópolis

Alguns destinos nacionais e internacionais vem se destacando nas buscas dos viajantes brasileiros. Nos dois primeiros meses de 2019 Florianópolis ficou entre os top 5 nacional . O internacional foi liderado por Lisboa, Miami, Buenos Aires, Santiago do Chile e Nova York. Contudo, quando leva-se em consideração buscas específicas para feriados nacionais como o Carnaval e a Páscoa, alguns outros destinos ganham destaque e despontam como tendência de viagens neste ano, entre eles mais uma vez a nossa Floripa. Os dados são do Voopter.

Segundo Eduardo Pereira, CEO do Tambaú Hotel, ícone hoteleiro em João Pessoa – PB: “O hotel teve um grande upgrade quando nos preparamos para receber esse público. Nosso hotel tem total acessibilidade”.  

O número de passageiros perto da terceira idade vem crescendo. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional), os viajantes com mais de 65 anos representam cerca de 15% dos pacotes turísticos vendidos no Brasil para destinos nacionais e internacionais. E a probabilidade que esse número continue crescendo no futuro é grande. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2050 cerca de 30% da população brasileira será formada por pessoas com mais de 65 anos.

Relatório do Euromonitor Internacional sobre tendências de consumo para 2019 revela que as mídias sociais deram um novo significado ao “boca a boca”, com consumidores usando o Twitter, Whatsapp e Instagram para compartilhar pesquisas, oferecer códigos de desconto, trocar ofertas secretas e dicas úteis para encontrar novos produtos e sempre conseguir fechar o melhor negócio. Ainda que de forma gradativa, a contratação do seguro viagem vem crescendo no país. Os estados que mais emitiram apólices em 2018 foram São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais. Os destinos de viagem mais procurados foram, nessa ordem, Europa (liderança França e Portugal), América do Norte (liderança Estados Unidos), Brasil e América do Sul (liderança Chile e Argentina). Eu não viajo sem a Travel Ace.

 Falando nisso, as associadas Braztoa venderam R$ 13,1 bilhões em 2018, crescimento de 7,4% em relação ao ano anterior, de acordo com o Anuário Braztoa, lançado durante o Encontro Comercial da associação em São Paulo. “Somos 81 operadoras e, juntas, conseguimos chegar a esses resultados. Os números são iguais aos que o Ministério do Turismo e a Embratur trouxeram para o País, algo que mostra a nossa força”, comemora a presidente da Braztoa, Magda Nassar, em tom de despedida, pois deixará neste ano o comando da associação.


O turismo nacional apontou crescimento de 5,7% em faturamento: passou de R$ 7,18 bilhões em 2017 para R$ 7,60 bilhões em 2018. Já as viagens para o Exterior mantiveram a tendência de crescimento e contabilizaram alta de 11,4% no faturamento, atingindo R$ 5,2 bilhões. Os turistas embarcados dentro do Brasil consumiram produtos e serviços não inclusos nos pacotes, como alimentação, transporte e passeios, gerando mais empregos nos destinos. Em 2018, chegou-se ao valor de R$ 3,6 bilhões para este indicador, representando alta de 6%.


Jefferson Severino

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