Internacional

Funcionários da Petrobras no Uruguai iniciam greve de fome

Funcionários da Petrobras no Uruguai iniciaram nesta terça-feira uma greve de fome no âmbito de um conflito com a empresa brasileira que abandonará as atividades no país.

Três funcionários do setor gasífero da companhia no Uruguai começaram uma greve de fome respaldados por seu sindicato, em frente à sede do Ministério da Indústria, em pleno centro de Montevidéu, constatou a AFP.

Enquanto a empresa alega que sua atividade no Uruguai é deficitária, os funcionários acusam a empresa de “abandonar a gestão deficitária” do serviço de gás encanado, do qual a Petrobras é concessionária desde 2004.

O presidente do sindicato dos trabalhadores do gás, Martín Guerra, disse à AFP que a firma reduziu a força de trabalho desde que iniciou as atividades no Uruguai e agora ameaça demitir quase 40 pessoas – 25% do total de funcionários.

Os funcionários alegam que o serviço não pode funcionar com menos braços, e garantem que o abastecimento de gás está em risco.

Os funcionários querem que a Petrobras seja privada da concessão para a exploração comercial do gás, no contexto de um longo conflito que teve seu ponto mais quente na semana passada, quando assumiram o “controle operário” das instalações da empresa em Montevidéu.

A Petrobras anunciou na sexta-feira a venda de sua rede de postos de gasolina no Uruguai como parte de um processo de redução de ativos para reposicionar seus negócios.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira em Montevidéu, ela também denunciou “hostilidade” dos trabalhadores e disse que não está disposta a “continuar acumulando prejuízos” em solo uruguaio.

“A Petrobras está determinada a não continuar acumulando prejuízos, sustentando concessões de serviço público que têm a equação econômico-financeira quebras e problemas estruturais, alheios a sua gestão e possibilidade de controle”, afirmou a petroleira.

Citado pelo jornal El País, o ministro da Indústria, Guillermo Moncecchi, disse que até sexta-feira passada a empresa não considerava abandonar a concessão de distribuição de gás.

AFP / MIGUEL ROJO

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