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Militares venezuelanos chamam de mercenários opositores que promovem TIAR

A Força Armada venezuelana acusou nesta terça-feira (17) de “mercenários” os opositores que promoveram a invocação de um tratado de defesa na OEA que – segundo Caracas – poderá resultar em uma intervenção militar no país.

“É muito triste e lamentável que setores da oposição política venezuelana, atuando como mercenários, apoiem abertamente este tipo de medidas”, diz um comunicado lido pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, junto à cúpula militar.

Os militares são considerados o principal apoio do presidente Nicolás Maduro.

A aplicação do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) é uma “provocação irracional pela qual se pretende legalizar uma intervenção militar para derrubar o governo legítimo” de Maduro, acrescentou a declaração.

Na última quinta-feira, no contexto da Organização de Estados Americanos (OEA), Estados Unidos e uma dezena de países invocaram o TIAR, aumentando a pressão para que Maduro deixe o poder.

Washington argumentou que o acordo é necessário devido aos exercícios militares do governo venezuelano na fronteira com a Colômbia, e disse que sua invocação foi solicitada pelo opositor Juan Guaidó, a quem reconhece como presidente encarregado da Venezuela junto com cerca de 50 países.

O alto comando militar venezuelano aponta que um eventual uso da força para derrubar Maduro “teria consequências nefastas em toda a América do Sul”.

Uma sessão do Conselho Permanente da OEA convocou os chanceleres dos 19 países signatários do TIAR a se reunirem na segunda quinzena de setembro para tratar do “impacto desestabilizador” da Venezuela na região. O TIAR prevê medidas que vão da ruptura de relações diplomáticas até o uso da força militar.

Caracas deixou o TIAR em 2013.

O tratado estabelece que um ataque armado contra um Estado americano por parte de outro país será considerado uma agressão a todos os seus membros, que se comprometem a enfrentá-lo conjuntamente.

Também indica que o uso da força poderá ser exercido quando houver em um país uma situação que “ameace a paz do continente”.

Foto: Membros da Guarda Nacional participam de exercícios militares no estado de Miranda, 16 de setembro de 2019.
AFP/Arquivos / Matias Delacroix

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