Economia

FMI diz que solução rápida para a Argentina ‘é difícil’

O Fundo Monetário Internacional (FMI) “continua totalmente comprometido” a tentar ajudar a Argentina, mas uma solução rápida é “difícil” por causa das incertezas a um mês das eleições presidenciais, disse nesta quinta-feira (26) um porta-voz da entidade.

“Vamos nos mobilizar tão rápido quanto possível e tentaremos fazer o melhor ao nosso alcance para Argentina”, declarou o porta-voz do FMI, Gerry Rice, durante uma coletiva.

“Devido à complexa situação e a incerteza política tem sido difícil avançar rapidamente”, acrescentou.

O país sul-americano, mergulhado em uma crise econômica e política, espera a liberação de 5,4 bilhões de dólares do programa de empréstimos do FMI, mas na quarta-feira o chefe do Fundo, David Lipton, disse à Bloomberg que a relação financeira com Buenos Aires “terá que esperar”.

Rice negou informações de que o FMI havia parado de negociar com a Argentina.

A nova diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, se encontrou na quarta-feira com o ministro argentino das Finanças, Hernán Lacunza, e disse que espera trabalhar com Buenos Aires quando assumir o cargo, em 1º de outubro.

Desde o ano passado a Argentina recebeu cerca de 44 bilhões de dólares do total de 57 bilhões do programa de empréstimo de três anos do FMI aprovado em 2018, mas a inflação descontrolada e o aumento da pobreza geraram descontentamento em relação aos cortes feitos pelo governo.

Os problemas econômicos se agravaram após agosto, quando o peronista de centro-esquerda Alberto Fernández se tornou favorito para vencer as eleições de 27 de outubro, nas quais o presidente Mauricio Macri tenta a reeleição.

Foto: (Arquivo) O ministro argentino das Finanças, Hernan Lacunza.
AFP / Ronaldo SCHEMIDT, RONALDO SCHEMIDT

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