Economia

G7 promete fazer o necessário para restabelecer o crescimento e o emprego

Os ministros das Finanças e os chefes dos bancos centrais do G7 prometeram, nesta terça-feira (24), “fazer todo o necessário” para salvaguardar a economia e o emprego diante das perturbações causadas pela pandemia de coronavírus.

“Faremos o que for necessário para restaurar a confiança e o crescimento econômico e proteger empregos, empresas e a recuperação do sistema financeiro”, asseguram em um comunicado, no qual também afirmam estar trabalhando em “pacotes substanciais e complementares” para ajudar as empresas a enfrentar a tempestade.

“Paralelamente aos esforços de nossos países para estender os serviços de saúde, os ministérios das Finanças do G7 recomendam o desenvolvimento de um apoio à liquidez e expansão fiscal para atenuar os impactos econômicos negativos associados à disseminação” do coronavírus, observaram na declaração emitida em Washington.

Eles também indicaram que estão dispostos a apoiar a economia pelo tempo que for necessário, exigindo, para tando, um direcionamento “eficaz” dos esforços para apoiar os cidadãos e as empresas mais vulneráveis.

“Estamos comprometidos em manter políticas expansivas pelo tempo necessário e estamos prontos para tomar medidas adicionais, usando todos os instrumentos disponíveis com base em nossos mandatos”, acrescentaram.

O G7 – que reúne Alemanha, Canadá, França, Estados Unidos, Itália, Japão e Reino Unido – também destaca que a economia mundial está melhor do que quando a crise financeira de 2008 eclodiu.

Os bancos centrais e os ministérios das Finanças insistiram que mantêm contatos “próximos”, trocando informações sobre a evolução econômica e financeira da situação, a fim de dar uma resposta coordenada à pandemia.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou na segunda-feira (23) que a recessão que se seguirá à pandemia pode ser pior do que a causada pela crise financeira de 2008.

A chefe do FMI, Kristalina Georgieva, pediu às economias avançadas que forneçam mais apoio aos países de baixa renda, que enfrentam uma enorme saída de capital, e disse que a agência está “pronta para empregar toda (a sua) capacidade de empréstimo de um trilhão de dólares”.

Em um comunicado, Georgieva disse que alertou os ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 que, dadas as paralisações maciças das atividades econômicas para conter a propagação do vírus, as perspectivas de crescimento global em 2020 “são negativas”.

Ela previu “uma recessão pelo menos tão ruim quanto durante a crise financeira global ou pior”.

Em 2009, o PIB mundial contraiu 0,6%, segundo dados do FMI. Para as economias mais desenvolvidas, a queda foi de 3,16%. O FMI espera uma recuperação em 2021.

AFP/Arquivos / Olivier Douliery

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