Penha

Morro da Praia de São Miguel recebe obras de recuperação

Recomeçaram nesta segunda-feira, dia 20 de julho, as obras da primeira etapa da recuperação da área degradada do Morro Sul da Praia de São Miguel, em Penha. A ação tem como objetivo garantir a segurança dos moradores que estão abaixo da morraria, evitando deslizamentos que venham a soterrar essas residências e ameaçam assim dezenas de vidas.

A obra é promovida pela Prefeitura de Penha, com recursos obtidos com a Defesa Civil Nacional através do Ministério da Integração. O projeto de recuperação de área degradada (PRAD) foi elaborado pelo governo municipal em 2018 para dar resposta a visível deterioração do morro nos últimos anos, com movimentações de terra já registradas desde 2008.

O projeto foi dividido em três etapas, para facilitar a obtenção e investimento de recursos. A primeira acontecerá na área localizada na Rua Sinei J. Perreira, considerada com risco iminente de deslizamento. Será feito ali a contenção das encostas com retaludamento e construção de calhas para escoamento da água da chuva, além da implantação de dissipadores de energia em concreto armado. O volume de corte e aterro será de 57.045,93 metros quadrados, numa área de 300 metros de extensão. A previsão é que a obra demore 60 dias, e o valor de investimento nessa etapa é de cerca de 280 mil reais.

As próximas etapas do PRAD acontecem em duas áreas situadas ao longo da Rua Arno Becker, a principal estrada da localidade de São Miguel. “A obtenção de recursos do governo federal é um processo burocrático, e essa é uma das razões de dividirmos o projeto em três etapas. A cada etapa encerrada, é a segurança de uma área que conseguimos garantir, devolvendo o sono e a segurança dos moradores que há tempo esperam essa obra”, explica o coordenador da defesa civil de Penha, Júlio Sandro Evaristo.

“Esse foi o primeiro projeto na história de Penha que conseguiu ser aprovado e receber recursos da Defesa Civil Nacional”, conta o engenheiro civil Orli Carlos Ferreira Júnior, co-autor do PRAD. “Apenas duas cidades em Santa Catarina receberam verbas para seus projetos aprovadas neste ano até agora”, conta.

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