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Peru supera 360.000 casos de coronavírus

O Peru superou nesta terça-feira (21) a marca de 360.000 casos de COVID-19, no mesmo momento em que o governo coloca em prática um processo de suspensão do confinamento e de reativação da economia, informou o Ministério da Saúde.

O número de contaminações subiu para 362.087, segundo o balanço diário publicado pelas autoridades peruanas, com 4.406 novos casos, o maior aumento diário desde 14 de junho, três semanas após a suspensão da quarentena obrigatória em 18 das 25 regiões do país.

O número de falecimentos chegou a 13.579, com 195 novas mortes, enquanto os hospitais têm 12.747 pacientes com coronavírus, 25 a menos que o número recorde de segunda-feira, segundo o balanço.

Durante o mês de julho, foram registrados em média 3.661 novos casos diários, uma queda em comparação com junho (4.025) e maio (4.116).

Com 33 milhões de habitantes, o Peru é o segundo país com mais casos de coronavírus na América Latina, atrás apenas do Brasil, e o terceiro em número de mortes, atrás de Brasil e México.

O número oficial de mortes no Peru se tornou um assunto controverso nas últimas semanas, com especialistas questionando a veracidade dos dados oficiais. De acordo com a imprensa local, o número de falecimentos poderia superar 44.000 se também fossem contabilizados os casos suspeitos.

De acordo com um estudo publicado pelo jornal The New York Times no início do mês, o Peru encabeça a lista de países em que os dados subvalorizam o balanço da crise, com uma sobremortalidade de 136% entre abril e junho.

O Peru iniciou em 1º de julho a flexibilização gradual do confinamento e, na semana passada, o presidente Martín Vizcarra descartou a possibilidade da quarentena nacional obrigatória ser reimplementada.

Em 15 de junho, foi retomado o transporte nacional aéreo e terrestre de passageiros e os restaurantes reabriram nesta segunda-feira com 40% de sua capacidade.

Com o fim do confinamento, o governo peruano busca um equilíbrio entre a saúde da população e da economia, duramente afetada pela pandemia e que teve queda de 13,1% nos primeiros quatro meses do ano e de 32,75% em maio.

Mais de 2,6 milhões de peruanos ficaram desempregados durante a quarentena nacional obrigatória, que foi estendida de 16 março a 30 de junho.

Funcionários da saúde cuidam de um paciente em Iquitos, no norte do Peru, 11 de julho de 2020.

AFP / Cesar Von BANCELS

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