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Argentina supera 10 mil novos casos de COVID-19 em 24 horas

A Argentina registrou nesta quarta-feira (26) o recorde de 10.550 infecções por coronavírus em 24 horas, chegando ao total de 370.175 casos em todo o país, enquanto 237 pessoas morreram em um dia, elevando a soma para 7.839 mortes.

Com cerca de 15 milhões de habitantes, o equivalente a um terço da população argentina, a região metropolitana de Buenos Aires concentra 85% dos casos do país, o que mostra um lento deslocamento dos contágios para algumas províncias.

Desde o início da pandemia em março, a capital e seus arredores concentravam mais de 90% dos pacientes, mas nas últimas semanas surgiram focos significativos em províncias como Jujuy (norte), Córdoba (centro), Mendoza (oeste) e Santa Fé (centro-leste).

“A tendência de expansão do vírus é semelhante ao que aconteceu em outros países do mundo, nos quais a origem ocorreu nas capitais, com maior densidade populacional, e depois se espalhou para o restante do território”, disse o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, em videoconferência com os prefeitos da região.

Os leitos de terapia intensiva têm 58,1% de ocupação em todo o país e 66,7% na região metropolitana de Buenos Aires, segundo o Ministério da Saúde. A população argentina está confinada desde 20 de março, com medidas que foram flexibilizadas, embora com avanços e recuadas de acordo com as áreas afetadas.

Na província de San Juan (oeste), a única que havia zerado os casos e retomado as aulas presenciais nas escolas no começo de agosto, retrocedeu e voltou à fase mais rígida de confinamento na semana passada após o aparecimento de um surto em uma cidade.

Além de a curva de contágio permanecer elevada, acima dos mil casos diários na cidade de Buenos Aires, grande parte das atividades comerciais voltaram à ativa com protocolos, mas não escolas e universidades ou bares e restaurantes.

Apesar da onda de infecções, na última semana, milhares de pessoas se manifestaram nas ruas contra a quarentena, em um protesto incentivado por líderes da oposição ao governo de Alberto Fernández.

Foto: Médico argentino coleta uma amostra de um homem para ser testado para COVID-19 no Hospital Público Doutor Alberto Antranik Eurnekian, em Ezeiza, nos arredores de Buenos Aires, em 1º de julho de 2020.

AFP / RONALDO SCHEMIDT

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