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“Eu poderia não estar aqui hoje”, diz Ada, 28 anos após a morte de Ulysses

Então chefe de gabinete do deputado federal, Ada lembra bastidores do dia 12 de outubro de 1992

Em lembrança pelos 28 anos da morte de Ulysses Guimarães, a deputada estadual Ada Faraco de Luca (MDB) revelou que estaria no helicóptero que caiu em Angra dos Reis (RJ), em 12 de outubro de 1992. Então chefe de gabinete do deputado federal, Ada deixou de viajar para cuidar da filha, que teve febre na noite anterior ao voo.


“Eu podia não estar aqui com vocês hoje. Eu ia para essa viagem mas, uma das minhas filhas teve febre. Eu liguei dizendo que não ia”, lembrou Ada, em postagem nas redes sociais neste domingo (11).


“Trabalhei com ele durante muitos anos. Para mim era um guru. Era uma pessoa maravilhosa, alegre, de bem com a vida. Sua cabeça era só trabalho. O MDB era o seu oxigênio”, disse Ada. “Lá de cima ele deve estar olhando e cuidando um pouco da gente também”, acrescentou.


Ao lembrar a mulher de Ulysses, Mora Guimarães, que também morreu no acidente, Ada afirmou que seu sentimento foi da perda de um ente querido. “Foi muito dolorido. Não mereciam esse fim trágico, depois de tanta luta, de tanta garra, de tanta vontade de estabelecer a democracia”, lamentou a parlamentar.

Além de Mora e Ulysses Guimarães, também morreram o senador Severo Gomes e a esposa, Maria Henriqueta, além do piloto Jorge Comemorato. Até hoje, os corpos e a aeronave não foram localizados.

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