Santa Catarina

Em Chapecó, governadora Daniela Reinehr visita produtores rurais que sofrem com a estiagem

Santa Catarina está vivendo a estiagem mais severa dos últimos 15 anos, com grandes impactos na produção agropecuária, principalmente no Oeste, Meio-Oeste e Extremo-Oeste. Preocupada com a situação, a governadora Daniela Reinehr visitou nesta sexta-feira, 13, a propriedade da família Bortese, na Linha Bom Retiro, em Chapecó. 

“Vim até aqui hoje para me solidarizar com a família Bortese e com todos os  produtores catarinenses. É mais uma dificuldade que nosso Estado enfrenta.  Juntos, precisamos resolver a situação de imediato, a médio e longo prazo. Temos que pensar no futuro e ter esse estoque de água tão necessário para que todos os agricultores continuem produzindo”, disse a governadora.

Daniela Reinehr destacou que na última semana determinou a criação de um Gabinete de Crise, composto por representantes de diversas áreas, para buscar alternativas que minimizem os impactos da estiagem em Santa Catarina. Além disso, foram realizadas audiências com representantes do setor produtivo e dos municípios mais afetados para tratar de uma ação de longo prazo.

A família Bortese é uma das milhares de famílias catarinenses que vem sofrendo com a falta de chuvas e que estão aptas a acessarem os Programas de Apoio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca do Desenvolvimento Rural. Em 2020, serão R$ 39 milhões disponibilizados para reduzir os prejuízos com a estiagem e outros efeitos climáticos.

Prejuízos na produção

Os agricultores Adelino e Dominga Bortese se dedicam à bovinocultura de leite e à avicultura de corte e estão preocupados com a continuidade das atividades. Com a seca, as pastagens foram fortemente afetadas e impactou diretamente na produção de leite.

“Temos comidas para os animais por mais 40 dias. Se antes colhíamos 60 toneladas de silagem, agora não vamos mais colher esse volume todo, acreditamos que será 10 toneladas”, lamentou o filho do casal, André Bortese. A produção de leite, que chegava a 600 litros por dia, caiu para 450 litros por dia e deve continuar diminuindo por causa do calor e falta de pastagem. “Nossa situação é crítica. Mesmo se quiséssemos comprar silagem, não conseguiríamos, pois toda região enfrenta o mesmo problema”, concluiu.

A visita da governadora trouxe um novo ânimo aos produtores e levou boas notícias sobre as linhas de apoio que estão disponíveis. “É uma demonstração de que o Governo do Estado está preocupado com a situação dos agricultores da região”, declarou a agricultora Dominga, que disse estar muito feliz com a visita da chefe do Executivo.

A família Bortese se beneficiará do apoio do Governo do Estado para construção de cisternas, que será um investimento permanente e trará alívio durante os períodos de estiagem.

Capacitação

O jovem André,  filho do casal Adelino e Dominga, é um dos alunos egressos do Curso de Organização, Gestão e Protagonismo com jovens rurais do Oeste de Santa Catarina, promovido pela Epagri e parceiros. Desenvolveu um projeto de vida, com foco na melhoria do sistema produtivo da atividade de bovinocultura de leite e, com muito empenho e orientações técnicas, aperfeiçoou o manejo, resultando em melhores resultados técnicos e econômicos. Já há alguns anos, o jovem vem assumindo responsabilidades e vivendo o processo de sucessão familiar na propriedade rural.

Apoio do Governo do Estado

O gerente regional da Epagri de Chapecó, Roberson Grassi, destacou que a Secretaria de Estado da Agricultura tem disponível vários programas voltados para captação, armazenamento e distribuição de água. “Em virtude da estiagem que estamos vivenciando há mais de um ano, as demandas têm aumentado muito. Nós estamos operacionalizando as políticas públicas que já existiam e também aquelas lançadas recentemente. Estamos divulgando e recepcionando os agricultores, fazendo chegar o apoio para atender as necessidades dessas famílias”.

O gerente do Núcleo Operacional Oeste da Celesc, André Curtarelli informou que a empresa está investindo nas redes trifásicas na área rural. “Estamos evoluindo numa situação que demorou muito tempo para ser feita. Nossas redes no campo ficaram obsoletas diante das necessidades dos agricultores. Buscamos atender os produtores da melhor maneira possível.”


Elisabety Borghelotti
Assessoria de Imprensa 
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