Internacional

O Assunto #366: Trump banido das redes

Os perfis do presidente dos Estados Unidos foram removidos no Facebook e no Twitter, permanentemente. E a rede social favorita de seus apoiadores, a Parler, saiu das principais lojas virtuais.

Silenciar Trump é censura ou ação que demorou a chegar?

Na esteira de um inédito ato de insurreição estimulado pelo presidente dos Estados Unidos, outro movimento sem precedentes: sua remoção do Facebook e do Twitter.

Quase ao mesmo tempo, Apple, Google e Amazon retiraram de suas lojas virtuais o aplicativo que mantinha ativa a rede social Parler, usada por apoiadores do presidente para organizar a invasão ao Congresso e pregar, entre outros crimes, o assassinato do vice Mike Pence. Tudo isso enquanto Washington se prepara, sob pesado esquema de segurança, para a posse de Joe Biden, no próximo dia 20.

O expurgo digital do homem mais poderoso do mundo, que apenas no Twitter comandava 88 milhões de seguidores, suscita uma série de questões. As gigantes de tecnologia passaram dos limites agora, praticando censura, ou demoraram a agir, tolerando, enquanto lucravam muito, quatro anos de seguidas incitações à violência e ilegalidades várias?

“Estamos falando de um chefe de Estado, que ativamente usou como estratégia política bem mais do que mentir, mas criar uma realidade paralela”, diz jornalista.

Se a conversa online exige marco regulatório, a quem cabe a arbitragem? “Se a gente pensa nas redes sociais como a praça pública, quem deve tomar a decisão sobre as regras é o povo, representado pelo Congresso”, afirma. Lembra ainda que a história não deve terminar no presidente americano, e vê o Brasil nesse roteiro: “Bolsonaro é quem mais imita Trump, é um caso-chave. Estamos no olho do furacão”.O que são podcasts?

Por: Renata Lo Prete

BBC News

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