Balneário Camboriú

Município cria Plano de Contingência da Saúde para atuar durante a paralisação

Manter o funcionamento dos serviços de saúde durante a paralisação dos caminhoneiros está sendo um grande desafio para os municípios. Em Balneário Camboriú o Gabinete do Prefeito montou um Comitê de Crise, que dentre as ações criou um Plano de Ação de Contingenciamento da Saúde, que está sendo aplicado desde a última sexta-feira (29). O plano é atualizado diariamente, com a situação de almoxarifado, medicados, insumos, recursos humanos, dentre outros, das Unidades Básicas e Especializadas e principalmente do Hospital Municipal Ruth Cardoso.

O plano contém a previsão de estoque, as áreas sensíveis, os pontos críticos e o plano de ação para cada situação enfrentada nas unidades. “Todo nosso esforço é para manter o serviço público municipal funcionando da melhor maneira possível nesse momento, especialmente os serviços essenciais como é o caso da saúde. Temos feito reuniões de avaliação, todos os setores são acompanhados e temos buscado soluções para as dificuldades que tem ocorrido”, disse o prefeito, Fabrício Oliveira.

“Com base no levantamento feito para o Plano de Contingenciamento conseguimos planejar o fornecimento de alimentação no Ruth Cardoso, que precisou ser restrito à pacientes, acompanhantes de crianças e para profissionais que trabalham turnos de 12 horas. Por meio de compra direta conseguimos garantir a compra de hortifruti para até a próxima terça-feira. Também conseguimos garantir gás para mais uma semana, para fazer as refeições”, contou a secretária de Saúde, Andressa Hadad.

“A Gestão Municipal de Saúde de Balneário Camboriú atuou de forma muito organizada e preventiva, quando formulou o Plano de Ação de Contingenciamento, através da previsão e estratégias de articulação para a provisão de medicamentos e insumos, trazendo mais segurança para a manutenção do atendimento de saúde. O plano demonstrou maturidade e responsabilidade da gestão, por meio da iniciativa, criatividade e metodologia utilizada na construção do processo de trabalho”, ressaltou o gerente Macrorregional de Regulação, da Central de Regulação de Internação Hospitalar da Foz do Rio Itajaí (CRIH Foz), Marcello José Ramos.

O trabalho feito em Balneário Camboriú tem um significado ainda maior para os pacientes. Daniele Oliveira Mayer, moradora da cidade, se viu bastante preocupada nesta semana. A filha dela, de 17 anos, faz tratamento de uma doença genética (cirrose hepática) há dois anos. Todo mês ela precisa ir a Florianópolis para consulta de pré-transplante no Hospital Universitário. “Os exames dela, que são bem caros, faço através da Secretaria de Saúde de Balneário Camboriú, mas sempre levava ela para as consultas de carro. No fim de semana fiquei sem combustível e muito preocupada sobre como levaria a Gionava para a consulta deste mês, porque ela não pode faltar. Entrei em contato com a Secretaria de Saúde, foi onde fiquei sabendo que eles fazem transporte de pacientes, e devido à urgência do caso da minha filha, prontamente encaixaram ela nas viagens desta segunda e terça-feira. Estou extremamente agradecida”, falou Daniele.

O Plano de Contingência de Balneário Camboriú foi solicitado pelo Hospital Pequeno Anjo, de Itajaí, para servir de modelo para o hospital.

Funcionamento dos serviços de Saúde

Unidades Básicas e Especializadas de Saúde estão abertas e as consultas agendadas estão mantidas. Situações pontuais podem ocorrer, prejudicando o fluxo de atendimento. O PA da Barra e o SAMU estão atendendo normalmente.

No Hospital Municipal Ruth Cardoso, as cirurgias eletivas foram suspensas temporariamente. A alimentação está sendo fornecida apenas para os pacientes, para acompanhantes de crianças e para os profissionais que trabalham turnos de 12 horas. Serviço de lavanderia está sendo realizado, porém com economia no uso das roupas. O uniforme dos funcionários foi suspenso nas áreas comuns, mantido somente no Centro Cirúrgico e UTIs.

As consultas ambulatoriais e tratamentos fora do domicílio foram retomados nesta segunda-feira (28), porque o Estado manteve os atendimentos.

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