Política

Alesc vai debater emissários submarinos como alternativa para saneamento das praias

A Frente Parlamentar em Defesa da Universalização do Saneamento Ambiental, lançada esta semana, na Assembléia Legislativa, definiu que promoverá uma reunião, em data ainda a ser definida, com a Casan e com o Ministério Público Federal para conhecer a realidade do setor no Estado, e no segundo semestre promoverá um seminário para discutir a desmistificação e a importância dos emissários submarinos nas cidades litorâneas. O objetivo principal da frente é de conscientizar o governo catarinense de adotar, a partir deste ano, o saneamento ambiental como uma política de Estado, ou seja, de forma permanente independente da troca de governos. 

O coordenador da frente, deputado Ivan Naatz (PV), enfatizou que a intenção é sensibilizar o poder público e a sociedade da importância da implantação de política estadual de saneamento para ampliar a cobertura do saneamento básico. Ele disse que atualmente em Santa Catarina apenas 20,9% dos efluentes recebem tratamento antes de voltar para a natureza. “É o pior índice entre os três estados do Sul.” 

Para o parlamentar, é necessário unir forças com a sociedade para cobrar ações efetivas do governo estadual no planejamento de ações a médio e longo prazo, dando prioridade ao setor. Naatz disse ainda que não é contra as privatizações ou as municipalizações do sistema de saneamento, mas que precisa haver maior fiscalização estatal e das agências reguladoras. “Tem ocorrido que muitas concessionárias locais têm priorizado a comercialização da água, que dá mais lucro, e deixado de lado à implantação do sistema de esgoto que demanda mais recursos e é demorado.” 

EMISSARIOS SUBMARINOS – O deputado Coronel Mocellin (PSL), que tem mestrado em gestão ambiental, analisa que a falta desta política de Estado para implantação do saneamento básico esta transformando os rios e o litoral catarinense em coletores de esgoto. Ele reclama ainda que há muitas ligações clandestinas e que faltam fiscalizações neste setor. Autor da proposta da realização de um seminário para discutir os emissários submarinos, o deputado defende que os emissários vão levar o esgoto para longe das praias, onde as pessoas se banham. “No alto mar há toda uma biodegradação ambiental e correta.” 

Mocellin diz que anualmente as praias catarinenses estão piorando nas condições ambientais e os turistas estão reduzindo. “Estamos matando a nossa galinha dos ovos de ouro. Temos que discutir essa implantação de emissários submarinos com urgência.” De acordo com o parlamentar, no Brasil já há 20 emissários submarinos e é o sistema adotado na maioria dos países europeus.

Foto anexa – Deputado Ivan Naatz (PV) coordena a Frente Parlamentar em Defesa da Universalização do Saneamento Ambiental da Alesc. (Foto- Sólon Soares –Agencia Alesc).

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