“Fortalecer o associativismo empresarial com representatividade e sustentabilidade”

ACIBALC faz parte de uma grande rede de entidades filiadas a FACISC – Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina. Oferecendo diversas soluções para facilitar a gestão do seu negócio, tem como principal objetivo o fortalecimento da classe empresarial, oportunizando soluções e projetos diferenciados para a geração de contatos comerciais, de novos negócios e o aperfeiçoamento profissional, preparando o empresário para lidar com um mercado cada vez mais competitivo e seguindo as mais modernas tendências.

A Folha do Litoral conversou esta semana com o Vice-Presidente de Assuntos para o DEL, José Santos Pereira (Grupo Conjel).  Possui graduação em Ciências Contábeis pela Universidade do Vale do Itajaí (1984). Mestrado em Contabilidade e controladoria pelo FEA-USP (2003) Atualmente é professor da Universidade do Vale do Itajaí, sócio – DMJ Empreendimentos Imobiliários Ltda, e sócio – Conjel Contabilidade e Controladoria Ltda. Atuando principalmente nos seguintes temas: Sistemas empresariais Integrados ERP, contabilidade gerencial, contabilidade, tecnologia de informação, gestão financeira e margem de contribuição.

O que a ACIBALC contribui efetiva, materialmente inclusive, para o desenvolvimento do turismo em Balneário Camboriú?

 A Acibalc participa ativamente através de seus diretores no conselho municipal de turismo, principalmente pela participação do Osni e da Ciça no Conselho Estadual, e do Nelson trabalhando na própria secretaria, como ex-presidente.  Além disso, todos os coletivos relativos ao turismo a Acibalc sempre participa, por exemplo: na criação do BC Criativo participou ativamente, movimento este que iniciou dentro da própria Acibalc.

BC vem ano a ano perdendo turistas para outras praças, inclusive perde também quanto à qualidade econômica dos turistas, por outro lado, BC está ficando com características geriátricas, onde todos reclamam dos turistas, das filas, dos eventos, do barulho, etc. O que o senhor tem a dizer quanto a isso?

 O nosso olhar de perder turista para outras praças, depende efetivamente da qualificação do turismo. Qualificar e diversificar como turismo de experiência é o que Acibalc quer mais contribuir e pode contribuir para isso. Nesse sentido o BC Criativo foi criado e está sendo transformado em lei, como política pública, queremos desenvolver uma economia voltada a criatividade e a cultura, que apóie no aspecto de atrações para o turista. Que ele não venha mais simplesmente pela questão do “Sol e Mar”, mas que venha pela experiência da economia criativa, dentro de um contesto cultural.

A indústria da construção civil tem a fama de mandar em BC, por outro lado os comerciantes e suas entidades são conhecidos exatamente pelo contrário, de apenas aproveitar a onda e não contribuir eficazmente com os grandes temas da cidade?

 Nós acreditamos que todo segmento econômico, deve conciliar no sentido de que tudo é importante para o desenvolvimento da cidade. Agora, por outro lado o cidadão não pode ficar dependente de uma única matriz, então, as matrizes econômicas tem que conversar e ao mesmo tempo se complementar. Com relação à construção civil, ela pode ser mais forte desde que também promova outras matrizes econômicas, como por exemplo a questão da cultura, gastronomia e hotelaria.

Diga-nos uma participação efetiva da ACIBALC na última temporada?

  Nós acreditamos que organizar enquanto empreendimentos sociais voltado a cultura e educação, e não simplesmente ficar aguardando que a administração o faça.  Particularmente eu apoio toda a administração pública sempre que é eleita, porque acredito que o povo deve ser isso, dar apoio para que ela consiga ter a melhor gestão possível.  Sabendo das limitações, tanto dos gestores da administração publica, quanto da questão de recursos  e visão.

O senhor entende que temos que fazer mais atrações e eventos nos meses de inverno, transferindo os recursos gastos com eventos no verão, pois o turista vem para cá pela praia e não pelos eventos?

 Precisamos de uma visão ampla complementar, para diversificar e criar novas opções. Participo ativamente em quanto diretor da Acibalc, juntamente com outros diretores, na construção dessa política pública, que deve envolver a comunidade e também a administração publica. O coletivo organizado que produza experiência de turismo compreendendo que a cultura local irá fazer a diferença para a experiência do turista.

Além disso, o projeto Natal esta sendo desenvolvido juntamente com Acibalc , para que não seja simplesmente um evento de Natal, mas que possa ser mais amplo, onde a  própria comunidade participe, não somente na região central mas também nos bairros.

Neste sentido o turista será atraído não apenas para uma festa de “Natal ou Final de Ano”, mas para festas regulares na cidade, fomentando o turista conhecer experiências da cultura local, temos qualidade no povo e muita diversidade de movimentos sociais e culturais, deve sim, estar mais organizado e sendo oferecido para o turista como movimento coletivo espontâneo e organizado.

Queimar 2 milhões de reais em 15 minutos com fogos de artifício ajuda o comercio no quê?

Muitos turistas vem para cá passar por esta experiência dos fogos, particularmente não vejo como grande atrativo, mas tenho que reconhecer, como morador vejo pessoas vindo de toda região desde o início da manhã do dia 31 para poder ver estes fogos de artifício, realmente isto atrai. Até que ponto é benéfico para a cidade, ou não, eu não saberia te dizer, acredito que deveríamos ter uma discussão mais ampla.

Pessoalmente sou contra, devido ao barulho e estresse que causa nos animais, como defensor dos aspectos da vida, principalmente da animal, eu vejo como grande desafio.  Se o barulho atinge os cachorros e os gatos, imagina os peixes e demais animais da mata atlântica. Nesse sentido o barulho dos fogos só traz prejuízo para toda cidade. Mais uma vez, esta é uma opinião pessoal e não da Acibalc, ela participa e apóia esse movimento, porque acaba realmente sendo uma atração que as pessoas gostam, como um todo.

A crítica é enorme diante da poluição da Praia Central de BC, que culpam a ineficiência da gestão do prefeito Fabrício, o que o senhor tem a dizer? O que o senhor entende que já deveria ter sido feito?

O olhar da Acibalc com relação à própria cidade é um pouco mais amplo, no sentido de que deveríamos ter um movimento de planejamento estratégico para a cidade e a partir desse movimento com uma visão de médio e longo prazo, pudessem as administrações que assumirem ter sempre um rumo para seguir em termos de continuidade da gestão.

Tivemos movimento na cidade promovido pelas entidades com objetivo de desenvolver um planejamento estratégico com a discussão vinda do próprio ambiente social,  e a gestão como um órgão executor, juntamente com a Câmara de Vereadores, definindo as prioridades  a partir de uma visão estratégica. Com certeza a poluição acaba atrapalhando todos os aspectos do turismo, principalmente o de qualidade, não só a poluição da praia mas a dos rios. É de importância fundamental a qualidade da água no sentindo de servir a água mesmo, mas também de despoluir todos os rios que nós tempos, porque acaba desaguando no mar e criando a poluição nas nossas praias.

Lierge Coradini

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