Itajaí

Semasa apresenta planejamento de obras e ações para os próximos 30 anos

O Semasa apresentou, nesta sexta-feira (12), ao prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, e ao vice-prefeito, Marcelo Sodré, o planejamento de obras e ações para os próximos 30 anos, com início de execução previsto para 2020.

Iniciado em 2018, o chamado “Estudo de Setorização” leva em conta a projeção de crescimento populacional (população fixa e flutuante) para mais de 517 mil habitantes em Itajaí e 258 mil habitantes em Navegantes, duas cidades abastecidas pelo sistema do Semasa. Atualmente, a rede tem 700 quilômetros e leva água tratada para mais de 90% do território urbano.

O estudo foi apresentado pela empresa contratada e pela diretoria, representada pelo diretor geral, Diego Antonio da Silva, o diretor de Saneamento, Victor Silvestre, e o diretor de Relacionamento com o Cliente, Jorge Andrade. O gerente de Projetos e Obras do Semasa, engenheiro civil e supervisor do estudo, Thiago Henrique Thomas, também esteve presente.

A rede de distribuição de água potável no município não possui setores e zonas de pressão definidas, com a maior parte das tubulações tendo sido implantada na década de 80. Em função disto, existem dificuldades na determinação do ponto de origem das ocorrências de turbidez, devido à interconexão total da distribuição.

Na nova concepção da distribuição de água tratada, o mapeamento terá quatro níveis: zonas de influência de ETA, que correspondem às áreas atendidas por cada Estação de Tratamento de Água, zonas de pressão, que consistem na delimitação do espaço que recebe água de cada reservatório; distritos de medição e controle, que permitem a regulação de parâmetros como pressão e vazão de forma precisa, auxiliando no controle de perdas e, por último, os setores de manobra, com registros próprios que vão restringir ao máximo os endereços afetados nos casos de necessidade de fechamento para manutenção.

Na primeira fase de execução dos projetos, prevista para os próximos dez anos, serão implantados quase 20 quilômetros de novas adutoras, que são as tubulações de grande porte, mais de 225 quilômetros de rede, 10 mil metros cúbicos extras de reservação, divididos entre três reservatórios, 1.356 válvulas de manobra, que garantirão o isolamento de cada área durante consertos, e 83 hidrantes adicionais.

Os estudos do projeto de setorização foram divididos em cinco etapas.

A primeira delas, focou na adequação dos projetos às perspectivas do crescimento demográfico e econômico de Itajaí. Essa primeira fase de estudos começou em julho de 2018 e fez uso de dados censitários, contagens populacionais e estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A linha de tendência parte de uma população residente em 2019 de 220 mil habitantes e avança rumo ao atendimento de 412 mil moradores em 2048. Na segunda etapa, a partir do levantamento populacional, foi necessário conhecer o sistema atual por meio de um diagnóstico detalhado da rede e dos demais equipamentos de fornecimento de água potável. Foram estabelecidas as melhores estratégias de ações e investimentos para minimizar perdas, otimizar custos, prevenir incidentes e garantir continuamente a qualidade para o consumidor. Na terceira fase do estudo de setorização, foram feitas simulações do sistema atual para encontrar pontos críticos na rede. Com uma câmera que percorre até dez metros, a equipe filmou o interior dos canos de ferro e de PVC e assim descobriu o nível de incrustação nas redes, algumas instaladas há mais de 50 anos. As micropartículas identificadas são as responsáveis pela turbidez na água quando ocorre alguma intervenção, principalmente após os fechamentos de registro. Na quarta etapa, a fase atual, o Semasa realizou novos diagnósticos em pontos considerados estratégicos dos bairros Salseiros, Espinheiros, Murta, Volta de Cima, Barra do Rio e Centro, com a retirada de parte da tubulação como amostra para análises profundas das condições do material. Também foram realizadas medições da pressão da água. Na última etapa, a autarquia utilizará os dados e estimativas orçamentais para contratação de obras.

“Este é um projeto inédito e será fundamental para a resolução dos problemas de turbidez, que decorrem de eventos relacionados às condições da rede. A rede setorizada permitirá manobras e intervenções sem afetar todo o sistema”, explica Diego Antônio da Silva.

A setorização ocorre no contexto do Planejamento Estratégico do Município de Itajaí, em sintonia com as demais ações de desenvolvimento, conforme enfatizado pelo prefeito Volnei Morastoni. “O Semasa se moderniza no sentido de apresentar para a sociedade o que está sendo pensado a curto, médio e longo prazo, já que a água é um dos insumos mais importantes para a qualidade de vida da população”, diz.

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