O deputado Neodi Saretta voltou a falar do momento gravíssimo em que o Brasil, em especial Santa Catarina, está passando em relação à pandemia. Ele chamou a atenção sobre a lotação de hospitais e o grande número de pessoas aguardando um leito de UTI. Santa Catarina tem hoje, 395 pessoas na fila por um leito. 

O parlamentar, que também é presidente da Comissão de Saúde, reiterou a necessidade de aquisição de mais vacinas. O assunto foi debatido durante reunião da Comissão que aconteceu virtualmente nesta quarta-feira (10) com o representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o médico Leonardo Moura Vilela.

“A expectativa da vacina é muito grande, mas, infelizmente, elas têm chegado em poucas quantidades, o Ministério da Saúde está demorando para fazer acordos”. Saretta citou como exemplo o imunizante da Pfizer  que, no ano passado, ofereceu ao governo brasileiro a possibilidade de comprar um lote de 70 milhões de doses de sua vacina em 15 de agosto de 2020, com entrega prevista a partir de dezembro de 2020, mas que só agora essa possibilidade está sendo analisada. “Ainda não vimos esse documento dessa perspectiva assinado, então essa luta das vacinas prossegue”. O deputado também disse que é fundamental que os Estados sejam proativos e pressionem por mais im unizantes, além de buscar acordo com outras farmacêuticas. 

Óbitos – Saretta lamentou a quantidade de mortes relacionadas à Covid em Santa Catarina, onde na última semana, a média é de um óbito a cada 18 minutos. Vivemos um momento trágico, onde as mortes representam uma média assustadora com um aumento de 64% em relação a semana anterior e 183% nos últimos 14 dias. Saretta também lamentou os óbitos de profissionais de saúde. Conforme levantamentos do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Federal de Enfermagem, 551 médicos e 646 enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem morrem por conta da Covid, ou seja: uma morte a cada sete horas e meia.

“Estamos passando pelo momento mais dramático da pandemia. O centro da questão é tomarmos as medidas de prevenção e diminuir esse grande contágio. Desta forma, precisamos pressionar para que tenhamos mais vacinas, pois só assim teremos uma perspectiva de sair do caos gravíssimo que nós estamos vivendo”, finalizou Saretta.

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