Florianópolis: Dia Mundial da Água e aniversário da cidade são motivos de reflexão e planejamento na recém criada Secretaria Municipal de Meio Ambiente

Segunda (22) é o Dia Mundial da Água e terça (23), aniversário da cidade. Pela primeira vez, indica o secretário municipal de Meio Ambiente, Fábio Braga, as datas são experimentadas na Prefeitura de Florianópolis com a integração de todos os técnicos e sistemas de gestão e controle de saneamento básico, resíduos sólidos, educação e política ambiental. Para tratar a cidade com ações e planos que aumentem o espaço justo entre o mínimo que todas as pessoas têm direito e o máximo que o teto ecológico permite.

Florianópolis, esse ecossistema marinho formado pela Ilha de Santa Catarina e por sua porção continental, mantém trocas de alta complexidade com o entorno e os vizinhos. Recebe grande quantidade de pessoas o ano inteiro, importa 65% da água para abastecimento público e exporta 90% dos resíduos gerados para aterro sanitário.  

Bem precioso

As maiores ameaças à disponibilidade sustentável de água potável são o consumo irracional e indiscriminado desse recurso natural, e o despejo de poluentes nos mananciais. Como a água é um recurso natural finito, preservá-la e não contaminá-la são formas de garantir que não nos falte no futuro esse bem tão precioso. 

Florianópolis por exemplo, já importa aproximadamente 65% de água de outras bacias hidrográficas para o abastecimento público. Esses percentuais revelam a importância em preservar cada vez mais esse recurso natural tão escasso e que as ações de saneamento básico são fundamentais para proteger os mananciais hídricos, principalmente as nascentes, rios, lagoas e os aquíferos da Ilha de Santa Catarina que contribuem com cerca de 35% do abastecimento público da capital catarinense, informa o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), Laudelino de Bastos e Silva.

Recurso finito

O Plano Municipal de Saneamento Básico prevê a universalização do esgotamento sanitário até 2032 como estratégia de preservação dos parcos e limitados recursos hídricos do município, aponta o geógrafo Marcio Ishihara Furtado, técnico de Saneamento Básico da SMMA.

Assim como prevê estratégias para garantir o abastecimento público, a partir de estudos para captação de água de outras bacias hidrográficas, uma vez que a cidade já extrai água no limite da capacidade de recarga na maioria dos mananciais, acrescenta Alexandre Bock também geográfo e técnico da SMMA.

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