Policial morre em novo ataque ao Capitólio nos EUA quase três meses após invasão

Policial morre em novo ataque ao Capitólio nos EUA quase três meses após invasão

Passavam dois minutos das 13h (horário local) quando um homem lançou um veículo contra dois policiais da guarda do Congresso americano e a barricada de segurança que isola o Capitólio desde o início de janeiro, quando a sede do poder Legislativo dos Estados Unidos, na capital do país, foi invadida por apoiadores do então presidente Donald Trump.

O autor do ataque e um dos policiais morreram no incidente. O outro guarda foi levado para o hospital, e ainda não há informações sobre seu estado de saúde.

De acordo com a porta-voz da Polícia do Capitólio, Yogananda Pittman, depois dos dois atropelamentos e da batida que destruiu por completo a frente do sedan azul, “o suspeito saiu do veículo com uma faca na mão e se dirigiu agressivamente contra os policias do Capitólio”.

“Ele não respondeu aos comandos verbais dos agentes, que, diante disso, atiraram nele.”

‘Mártir da democracia’

Retrato do agente William 'Billy' Evans
Billy Evans foi o quarto guarda do Capitólio a perder a vida neste ano.

Pittman explicou que, apesar do socorro rápido aos agentes — deslocados do Congresso em um helicóptero —, um deles não resistiu aos ferimentos minutos depois.

O agente William ‘Billy’ Evans trabalhava há 18 anos na proteção do Congresso americano. A presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi, chamou Evans de um “mártir pela nossa democracia”.

Ele foi o quarto guarda do Capitólio a perder a vida esse ano. Antes dele, Brian Sicknick morreu por causa de ferimentos sofridos durante ataque de 6 de janeiro, e outros dois agentes cometeram suicídio após atuar contra a invasão de apoiadores de Trump.

Ataque é tratado como caso isolado

O suspeito pelo ato foi identificado como Noah R. Greene, de 25 anos, um cidadão americano de Indiana, segundo informações da emissora CBS News.

De acordo com policiais envolvidos na investigação, Greene não tinha antecedentes criminais nem ligações militares.

O FBI cuidará da investigação do novo ataque junto com a Polícia Metropolitana de Washington D.C.. De acordo com o chefe da polícia da cidade, Robert Contee, o episódio está sendo tratado como um incidente isolado.

“Não vemos como uma ameaça permanente”, disse Contee.

O Congresso americano está fechado e isolado nesse momento, por haver um risco de “ameaça externa”.

Joe Biden
,O presidente americano lamentou o ‘violento ataque’ contra o Congresso.

O presidente americano, Joe Biden, e os parlamentares não estão na cidade. O Congresso está em recesso, por isso, o Capitólio estava relativamente vazio na sexta-feira.

O presidente americano, Joe Biden, lamentou o incidente por meio de nota conjunta com a primeira-dama.

“Jill e eu ficamos com o coração partido ao saber do violento ataque em um posto de controle de segurança no Capitólio dos Estados Unidos, que matou o policial William Evans, da Polícia do Capitólio, e deixou um colega lutando pela vida.”

Biden agradeceu aos policiais que trabalham para manter a área do Congresso segura.

FBI alertou para ‘terrorismo doméstico’

Nos últimos três meses, o Capitólio tem sido vigiado e mantido sob proteção de grades e bloqueio ao público. A Guarda Nacional ajuda no policiamento.

O FBI alertou para risco de “terrorismo doméstico” contra o Congresso nas últimas semanas.

“A Guarda Nacional de D.C. implantou uma Força de Reação Rápida composta por soldados da Guarda Nacional e aviadores para o complexo do Capitólio esta tarde para apoiar a Polícia do Capitólio dos Estados Unidos”, afirmou um porta-voz da Guarda Nacional.

Há nesse momento aproximadamente 2,3 mil soldados da força em Washington D.C..

Visivelmente emocionada, Yogananda Pittman fez um apelo à população: “Esses têm sido tempos extremamente difíceis para a Polícia do Capitólio, depois dos ataques de janeiro e do que acaba de acontecer. Mantenham a polícia do capitólio em suas mentes e orações”.

BBC

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