ALESC aprova Programa de Apadrinhamento Afetivo para jovens em acolhimento
Com o propósito de fortalecer a rede de proteção à infância, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, nesta quarta-feira (11), o projeto de lei que institui o Apadrinhamento Afetivo. A proposta, de autoria do deputado Mário Motta (PSD), visa criar vínculos comunitários para cerca de 1.500 jovens que hoje vivem em abrigos no estado. Desta forma, oferece-lhes uma referência familiar sólida fora das instituições.

Objetivos e Impacto Social
A princípio, o programa foca em crianças e adolescentes com baixas perspectivas de adoção ou reintegração familiar. Nesse contexto, a iniciativa busca não apenas proporcionar vivências em finais de semana, mas também fomentar a autonomia e o amadurecimento emocional desses jovens. Consequentemente, o projeto dá visibilidade a quem está próximo de completar 18 anos e precisa de suporte para a vida adulta.
Critérios e Responsabilidades
No que diz respeito aos requisitos, o projeto estabelece normas rigorosas para garantir a segurança dos acolhidos. Desta forma, para se tornar padrinho ou madrinha, o interessado deve cumprir critérios como ser maior de 18 anos e possuir ficha limpa. Ademais, os padrinhos assumem o compromisso de prestar assistência moral, física e educacional, acompanhando de perto o desenvolvimento do jovem.
Um Novo Caminho para o Acolhimento
Sob o ponto de vista do autor da proposta, o apadrinhamento não substitui a adoção, mas a complementa de forma estratégica. Por conseguinte, a convivência com uma família voluntária ajuda a reduzir o tempo de permanência em instituições. Em suma, a medida prepara o jovem para a vida adulta com mais segurança emocional e inserção comunitária.
“O projeto fortalece a rede de proteção social ao envolver a comunidade no cuidado desses jovens”, pontua o deputado Mário Motta.