Atualização: Sobe para 28 o número de mortos e dezenas de feridos após sismo no Japão
Folha do Litoral
“O balanço subiu agora para 28 mortos, incluindo pessoas cujo óbito ainda está a ser investigado para determinar se está relacionado com o sismo”, declarou o secretário-geral do Governo japonês, Minoru Kihara.
Localização, Epicentro e Alertas Meteorológicos
Por um lado, segundo a Agência Meteorológica do Japão, o terramoto teve como epicentro a Prefeitura de Kumamoto, situada na ilha de Kyushu, no sudeste do país, e foi imediatamente seguido por dezenas de réplicas.
Por outro lado, a agência emitiu alertas severos indicando que sismos de magnitude semelhante poderiam ocorrer nos próximos dias. Além disso, destacou-se o risco iminente de chuvas intensas, fatores que consequentemente podem provocar novos deslizamentos de terra nas áreas já fortemente fragilizadas pelo abalo.
Danos Materiais, Feridos e Operações de Resgate
Nesse sentido, as autoridades locais indicaram que mais de 300 pessoas ficaram feridas — muitas delas em estado grave —, enquanto cerca de 40.000 habitações permanecem sem eletricidade.
Enquanto as equipas de resgate continuam a procurar desaparecidos em zonas afetadas por desabamentos de terra, o Exército japonês mobilizou 3600 militares para apoiar ativamente as operações de socorro.
A Situação no Centro Comercial em Kashima
Paralelamente, centenas de equipas de socorro tentavam alcançar sobreviventes nos escombros de um centro comercial em Kashima. Embora o edifício tivesse sido evacuado logo após o sismo, cerca de 50 minutos depois foi devastado por uma explosão, no momento em que ainda se encontravam funcionários no interior.
Situação das Centrais Nucleares e Histórico Sísmico
Apesar da magnitude do desastre, o secretário-geral Kihara garantiu que não houve relatos de problemas na Central Nuclear de Sendai, localizada na província de Kagoshima, nas proximidades de Kumamoto. A referida central dispõe de dois reatores nucleares e é responsável pelo fornecimento de eletricidade a toda a região de Kyushu.
Por fim, vale recordar que a região de Kumamoto já tinha sido atingida em 2016 por dois sismos devastadores que causaram 273 mortos. Em suma, estes dados reforçam a sismicidade do Japão, país que regista anualmente centenas de tremores — o equivalente a cerca de 18% de todos os sismos mundiais.