Em Barcelona, Lula Cobra Membros do Conselho de Segurança da ONU pelo Fim das Guerras

Durante o encontro Mobilização Global Progressista neste sábado (18), em Barcelona, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra os líderes das maiores potências mundiais. Diante de milhares de ativistas e líderes de esquerda, como o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, Lula apelou diretamente a Donald Trump, Xi Jinping, Vladimir Putin, Emmanuel Macron e Keir Starmer para que “parem com a loucura da guerra”.

Críticas ao Conselho de Segurança da ONU

Nesse sentido, o presidente brasileiro acusou os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança de terem se transformado em “senhores de guerra”, falhando em sua missão histórica de zelar pela fraternidade mundial.

De acordo com Lula, as justificativas para grandes conflitos recentes têm sido baseadas em narrativas distorcidas. Como resultado, ele citou exemplos históricos e atuais para fundamentar sua crítica:

“Pelo amor de Deus, cumpram com as suas obrigações de garantir a paz no mundo. Convoquem uma reunião e parem com essa loucura, porque o mundo não comporta mais”, afirmou o presidente.


Recordações Diplomáticas e a Questão do Irã

Além das críticas diretas, Lula relembrou o acordo nuclear negociado por ele e pela Turquia com o Irã em 2010. Naquela ocasião, o objetivo era garantir que o enriquecimento de urânio em Teerã fosse estritamente para fins civis.

Contudo, o presidente lamentou que o esforço diplomático não tenha sido aceito pelas potências ocidentais. Portanto, ele defendeu a necessidade de interromper o ciclo de “mentiras” usado para destruir nações e lideranças, citando que o mundo árabe e a América Latina são frequentemente estigmatizados por narrativas de terrorismo e narcotráfico.


Rejeição à Nova Guerra Fria

Por fim, o discurso foi marcado por uma forte defesa do multilateralismo e do livre comércio. Visto que o cenário global apresenta tensões crescentes entre China e Estados Unidos, Lula foi enfático ao declarar que o Brasil não deseja tomar partido em uma nova disputa global.

“Nós não queremos mais guerra fria com ninguém. Queremos liberdade e livre comércio; não queremos protecionismo”, concluiu, sob aplausos da audiência internacional.

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