Itajaí como Hub Global: Paulo Bornhausen apresenta plano de internacionalização na ACII

O redesenho das relações econômicas globais coloca Santa Catarina em uma posição de protagonismo. Em reunião plenária na Associação Empresarial de Itajaí (ACII), o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, detalhou a estratégia do governo estadual para atrair investimentos estrangeiros e conectar o empresariado catarinense aos principais mercados do mundo.

A Nova Lógica das Cadeias Produtivas

O cenário internacional atravessa uma profunda reorganização, onde a confiança institucional tornou-se o novo filtro para parcerias. Insta salientar que o conceito de ESG foi ampliado, incorporando dimensões de segurança geopolítica.

Nesse ínterim, Santa Catarina desponta com vantagem competitiva devido à sua logística eficiente e ambiente de negócios estável. Efetivamente, o estado busca capturar oportunidades históricas através de missões lideradas pelo governador Jorginho Mello e pela rede de embaixadores honorários em centros como Tóquio, Nova York e Berna.

Projetos Estruturantes e Mobilidade em Itajaí

A internacionalização não se restringe à diplomacia, mas reflete em obras concretas para a região. Subsequentemente, Bornhausen citou o financiamento de mais de US$ 90 milhões do Banco Mundial para a mobilidade urbana de Itajaí.

A saber, o projeto inclui a construção de um túnel subaquático, com investimentos previstos entre US$ 220 milhões e US$ 240 milhões. Paralelamente, eventos como a The Ocean Race consolidam a cidade como vitrine global, impulsionando o turismo e atraindo capital de países como Alemanha, Portugal, Espanha e Itália.

Uma Agenda Global para o Setor Produtivo

Para a presidente da ACII, Thaísa Nascimento Corrêa, o encontro permitiu ao setor produtivo alinhar suas prioridades às estratégias estaduais. Conquanto o governo abra as portas diplomáticas, cabe às empresas organizar suas pautas de exportação e inovação.

Dessa maneira, a proposta é que Itajaí construa uma agenda internacional própria. Em suma, a conexão entre o desenvolvimento local e as novas cadeias globais é, inquestionavelmente, o caminho para transformar o potencial da região em crescimento econômico sustentável.

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