A Prefeitura de Balneário Camboriú, através da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, segue cumprindo rigorosamente os trâmites necessários para a realização do trecho 3 da Avenida Martin Luther. Com efeito, as atuais ações concentram-se nas exigências técnico-ambientais previstas nas condicionantes da licença ambiental, o que inclui a execução de estudos detalhados de fauna na área de traçado da futura via.
Conforme destacou o secretário interino de Planejamento, Olnear Ceccatto, o cuidado com o meio ambiente é prioridade antes de qualquer alteração física no terreno:
“Antes de qualquer intervenção física, temos a preocupação de garantir que todas as medidas de preservação e manejo estejam definidas, com a devida organização e responsabilidade. Uma obra dessa dimensão não se resume à execução física, ela envolve uma série de etapas técnicas, ambientais e operacionais que precisam ser planejadas e cumpridas antes da entrada das máquinas. A obra segue dentro do cronograma contratual”, ressalta o gestor.
Dessa maneira, com o avanço dessas etapas preliminares, o início das intervenções físicas na via está projetado para ocorrer em até 90 dias. A próxima fase imediata contemplará a demarcação formal da área e os trabalhos rigorosos de topografia, fundamentais para delimitar os espaços do avanço viário.
Detalhes e cronograma do projeto
O terceiro e último trecho da Avenida Martin Luther representará a conclusão definitiva do binário com a Avenida do Estado Dalmo Vieira. Para viabilizar a entrega, a execução foi dividida em duas etapas estratégicas:
Primeira etapa: Compreendida entre a Rua João de Barro e a Avenida das Arapongas, no Bairro Ariribá.
Segunda etapa: Estendendo-se desde a Avenida das Arapongas até a divisa oficial com o município de Itajaí.
No aspecto financeiro e de parcerias, o projeto conta com um aporte de R$ 18 milhões assegurados por meio de um convênio entre a Prefeitura e o Governo de Santa Catarina, destinados especificamente à segunda fase. Por sua vez, a execução ficará a cargo da construtora Planaterra Terraplanagem e Pavimentação, vencedora do processo licitatório.
O investimento global da iniciativa atinge a marca aproximada de R$ 100 milhões, montante que engloba tanto a execução da infraestrutura física (superior a R$ 31 milhões) quanto os custos referentes às desapropriações necessárias. Até o momento, o município já aportou mais de R$ 35 milhões em recursos próprios, estando previstas cerca de 40 desapropriações ao longo das duas fases de implantação.