Paratleta de Balneário Camboriú brilha na Suíça: duas pratas e recorde das Américas no Grand Prix

O esporte de rendimento do litoral norte catarinense alcançou o topo do pódio internacional e fincou sua bandeira na elite do atletismo mundial. Com o propósito de carimbar seu passaporte rumo às principais competições globais, o paratleta João Mattos Marques Cunha, representante da Fundação Municipal de Esportes (FME de Balneário Camboriú), teve um desempenho brilhante no prestigiado Nottwil 2026 Grand Prix de Atletismo, realizado na Suíça. Neste sábado (23), o velocista conquistou a sua segunda medalha de prata na competição e chocou o circuito ao cravar o novo recorde das Américas.

Com efeito, a marca histórica foi obtida na finalíssima dos 100 metros rasos da classe T72, cruzando a linha de chegada em impressionantes 15s22. Dessa forma, João consolida uma evolução meteórica na modalidade e projeta o estado de Santa Catarina no radar das próximas potências paralímpicas.

Domínio no Frame Running e Dobradinha de Prata no Pódio

A princípio, a classe T72 é uma das mais competitivas do circuito adaptado. Nesse sentido, os corredores utilizam o sistema de Frame Running (andadores de corrida), uma engenharia voltada especificamente para competidores com paralisia cerebral ou comprometimentos severos de coordenação motora. O pódio dos 100 metros foi composto pelas seguintes estrelas:

Ademais, a consagração na Suíça coroou um final de semana perfeito. Isso porque, logo no dia anterior, João já havia faturado a medalha de prata na prova dos 400 metros. Na ocasião, o corredor também destruiu o recorde continental anterior ao fechar a distância com o tempo cravado de 1min03s55, terminando logo atrás do rival italiano Calcagni.

De Olho nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles

Paralelamente às comemorações da comissão técnica em solo europeu, os resultados práticos disparam o sinal verde para o planejamento de longo prazo. O treinador da FME, Caike Jacob Rovigo, enfatizou que os 100 metros são a prova máxima do programa oficial dos Jogos. Por fim, a consistência demonstrada pelo atleta — que já havia sido vice-campeão no Mundial da Índia em 2025 — eleva o patamar dos treinamentos. Como resultado, a meta agora é baixar ainda mais os tempos para buscar uma medalha inédita para o município.

“Vim para outro país e consegui estabelecer dois recordes continentais. Isso representa uma evolução gigantesca para quem, assim como eu, começou a treinar há pouco tempo no esporte”, comemorou o recordista João Mattos.

Resumo das Conquistas em Nottwil 2026:

Exit mobile version