Santa Catarina investe recorde de R$ 227 milhões para desassoreamento de 350 km de rios
Em um movimento inédito na história do estado, o Governo de Santa Catarina, por meio da Defesa Civil, iniciou o maior programa de limpeza e desassoreamento de rios já registrado. Com um investimento superior a R$ 227 milhões, o projeto abrange 350 km de extensões fluviais em 48 municípios, focando na mitigação de desastres e na proteção das famílias catarinenses.

Prevenção como prioridade máxima
Com o intuito de mudar o paradigma da gestão de crises, o governador Jorginho Mello enfatizou que a prioridade agora é a proteção antes que o dano ocorra. Visto que a limpeza dos rios foi negligenciada por décadas, o acúmulo de sedimentos reduziu drasticamente a capacidade de escoamento das águas.
“A água do rio quer chegar ao mar. Se a gente atrapalha o caminho, ela transborda. Estamos fazendo a dragagem com responsabilidade para que os rios aguentem o volume das chuvas”, destacou o governador durante visita às obras em Doutor Pedrinho, no Vale do Itajaí.
Obras que não ocorriam há 40 anos
De acordo com a Defesa Civil, intervenções críticas foram retomadas em municípios que sofrem historicamente com as cheias. Dessa forma, cidades como Rio do Sul, Rio do Oeste, Mirim Doce e Presidente Getúlio estão recebendo atenção especial.
Além disso, novas frentes de trabalho estão em fase de licitação para:
- Taió e Lontras: Pontos estratégicos de contenção no Vale;
- Rio do Sul: Ampliação da capacidade hidráulica urbana;
- Doutor Pedrinho: Limpeza dos rios Benedito e Forcação.
Como o desassoreamento protege as cidades
Portanto, é fundamental entender o aspecto técnico: o desassoreamento remove sedimentos, galhos e sujeira que estrangulam o fluxo do rio. Consequentemente, ao aprofundar o leito e aplicar técnicas como a hidrossemeadura nas margens, o Estado impede a erosão e garante que a água corra de forma mais eficiente.
Vale ressaltar que essas ações fazem parte de uma estratégia integrada que inclui:
- Construção de novas barragens;
- Reforma das estruturas já existentes;
- Estabilização de margens para evitar novos assoreamentos.
Resiliência diante do El Niño
Embora os fenômenos climáticos como o El Niño possam potencializar as chuvas em 2026, o secretário da Defesa Civil, Cel BM Fabiano de Souza, afirma que o Estado está mais preparado. Portanto, investir em prevenção é o caminho mais curto para reduzir os prejuízos econômicos e, principalmente, salvar vidas.