TENSÃO EM SC: João Rodrigues sobe o tom, rechaça ordens de Brasília e dispara contra eleitores de “lacração”

Em entrevista polêmica, o pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSD defendeu a candidatura de Esperidião Amin ao Senado e afirmou que não segue orientações políticas de forma automática.

De fato, os bastidores da política catarinense esquentaram na manhã desta segunda-feira (8). Durante entrevista concedida à Rádio Chapecó FM 100,1, o ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo de Santa Catarina pelo PSD, João Rodrigues, elevou drasticamente o tom do debate ao comentar o cenário eleitoral de 2026 e as costuras políticas para as vagas ao Senado Federal.

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A princípio, o foco das duras críticas de Rodrigues foram os eleitores que, segundo o seu entendimento, votariam em determinados candidatos ao parlamento apenas por conta de indicações automáticas do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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“Não sou um panaca, um otário”, dispara o pré-candidato

Embora faça questão de frisar que mantém uma sólida relação de amizade com Bolsonaro, João Rodrigues pontuou que preza por sua independência local e que não aceita seguir orientações políticas de Brasília sem critérios regionais.

“Eu não sou um panaca, um otário, que se alguém de Brasília me diz ‘faz isso’, eu vou fazer. Sigo meus princípios e o respeito que tenho pelas pessoas”, declarou de forma categórica.

Posteriormente, ao sair em defesa do nome do senador Esperidião Amin (Progressistas), Rodrigues voltou a subir o tom contra críticos internos e correntes virtuais. Com efeito, o político condenou o comportamento de eleitores da direita que estariam propensos a deixar de apoiar Amin para endossar outros nomes unicamente por conta de pressões ideológicas ou alinhamentos digitais de momento.

“Mas os idiotas de plantão estão prioritariamente pensando na lacração de rede social”, afirmou o pré-candidato do PSD.

Polarização e repercussão no cenário estadual

Como esperado, as fortes declarações repercutiram de forma imediata no meio político de Santa Catarina e incendiaram o debate nas plataformas digitais. Por um lado, aliados de Rodrigues interpretaram o posicionamento como um sinal de liderança autêntica, firmeza e coragem para debater a autonomia do estado diante do cenário nacional.

Por outro lado, adversários e setores moderados criticaram o vocabulário hostil utilizado pelo pré-candidato, argumentando que ofensas verbais a eleitores e à militância digital acabam por afastar o cidadão comum do debate democrático saudável.

Em suma, o episódio escancara que a corrida rumo à Casa d’Agronômica em 2026 será marcada por discursos contundentes, forte tensionamento interno nos blocos partidários e uma intensa disputa pela narrativa de quem realmente lidera o eleitorado conservador em Santa Catarina.

Lierge Coradini

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