Seca na Amazônia atingiu 38% das áreas habitadas no último El Niño

Dado serve de alerta para o que esperar do fenômeno neste ano

Primeiramente, é fundamental destacar que mais de um terço das ocupações humanas existentes na Amazônia sofreram alta exposição aos efeitos severos do El Niño. Nesse sentido, o levantamento divulgado pelo MapBiomas aponta que, entre as 5.673 localidades habitadas na região, 2.172 enfrentaram consequências intensas do fenômeno climático. Além disso, os dados servem como um alerta severo para a chegada de um “Super El Niño”.

O impacto na superfície hídrica e na temperatura

Por conseguinte, o estudo detalha que, entre setembro e novembro, a superfície de água na Amazônia ficou 1,9 milhão de hectares abaixo da média histórica. Por um lado, o volume de chuvas registrou uma queda de 27%. Por outro lado, a temperatura máxima média disparou 2,6ºC acima do patamar tradicionalmente observado no mesmo período. Portanto, esse cenário intensifica o estresse hídrico da vegetação e acelera a perda de umidade do solo.

As consequências para as populações tradicionais e urbanas

Ademais, o mapeamento demonstrou que 93% dos locais analisados — englobando áreas urbanas, rurais, terras indígenas e territórios quilombolas — estão situados a menos de 5 quilômetros de zonas que perderam superfície de água. Em suma, a escassez hídrica compromete diretamente os níveis dos rios, prejudicando o transporte fluvial, a pesca de subsistência e o acesso seguro à água potável para as comunidades locais.

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