Brasil e Coreia do Sul: Parceria bilionária vai produzir medicamentos de alto custo no país

O governo brasileiro acaba de selar um acordo histórico com a Coreia do Sul com o objetivo de nacionalizar a produção de medicamentos biológicos complexos. Ao todo, foram firmadas três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), focadas na transferência de tecnologia para o Brasil. Dessa forma, o país espera reduzir a dependência de importações e fortalecer o SUS.

Investimento e Soberania Nacional

Em primeiro lugar, o Ministério da Saúde estima um investimento de R$ 1,104 bilhão apenas no primeiro ano. Nesse sentido, a medida não apenas amplia a capacidade produtiva nacional, como também protege o sistema público de saúde contra oscilações do mercado internacional.

De acordo com o Ministério da Saúde, o foco está em três frentes principais:

  1. Bevacizumabe: Essencial para tratamentos oncológicos e oftalmológicos.
  2. Eculizumabe: Utilizado para doenças raras do sangue.
  3. Aflibercepte: Medicamento vital para o tratamento de doenças oculares relacionadas à idade.

Como funciona a transferência de tecnologia?

Embora o Brasil já possua laboratórios de ponta, a parceria com gigantes como a Samsung Bioepis é crucial. Visto que esses medicamentos são de alta complexidade, a internalização da fabricação envolve parcerias públicas (Funed e Bahiafarma) e privadas (Bionovis).

Consequentemente, o desenvolvimento tecnológico local é estimulado, gerando empregos e renda em território brasileiro. Além disso, o Ministro Alexandre Padilha destacou que essas parcerias oferecem previsibilidade para o setor privado e garantem um compromisso de longo prazo do Estado com a saúde pública.

Inovação e Saúde Digital

Por outro lado, a missão oficial na Coreia do Sul não se limitou apenas aos medicamentos. Paralelamente, foi firmado um Memorando de Entendimento (MoU) para cooperação em saúde digital e inteligência de dados. Em outras palavras, o Brasil busca integrar a excelência clínica sul-coreana ao ecossistema de dados do SUS.

Portanto, a cooperação entre Brasília e Seul abre caminho para terapias avançadas e diagnósticos mais precisos. Em suma, trata-se de um avanço tecnológico que visa garantir que tratamentos de alto custo cheguem com mais rapidez e menor custo à população brasileira.

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