Camboriú Inova na Proteção Infantil com Protocolo de Atendimento a Vítimas de Violência
A Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social de Camboriú, em uma ação conjunta com o Conselho Tutelar e a rede de proteção, consolidou um marco histórico para o município. Recentemente, foi criado o Protocolo de Atendimento de Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência, uma iniciativa pioneira no estado de Santa Catarina.
Em virtude do cenário atual, marcado pelo crescimento de casos de violação de direitos, a medida surge para organizar o fluxo de atendimento e garantir que as vítimas recebam o acolhimento necessário com máxima agilidade e segurança.

Por que o Protocolo é Necessário?
Os números recentes do Conselho Tutelar revelam a urgência dessa integração. Somente nos primeiros meses de 2026, o município já registrou mais de 1,7 mil atendimentos e 403 violações de direitos.
Portanto, o protocolo estabelece um padrão rigoroso que visa:
- Agilizar o atendimento: Reduzindo o tempo entre a denúncia e a intervenção.
- Evitar a revitimização: Através de uma escuta qualificada e sigilosa.
- Integrar a rede: Conectando assistência social, saúde, segurança e justiça.
Como Funciona o Fluxo de Atendimento?
A partir do momento em que uma denúncia é realizada — seja presencialmente ou por canais oficiais —, o caso é direcionado ao Conselho Tutelar. Logo após, inicia-se o processo de acolhimento especializado.
Etapas do Processo:
- Denúncia e Registro: Canais abertos para qualquer cidadão.
- Escuta Qualificada: Realizada pelo Conselho Tutelar para evitar traumas adicionais.
- Encaminhamento Estratégico: A rede de proteção é acionada conforme a complexidade (saúde, psicologia ou justiça).
- Monitoramento Contínuo: Cada etapa é registrada para garantir a continuidade do cuidado.
“Nosso papel é proteger e transformar realidades. O compromisso é garantir que nenhuma criança ou adolescente seja silenciado.” — Dra. Rafaela de Souza, Presidente do Conselho Tutelar.
Atuação dos Equipamentos da Rede (CRAS e CREAS)
Além disso, o protocolo define claramente as competências de cada órgão para evitar falhas de comunicação. Enquanto os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) focam na prevenção e casos de menor complexidade, os Centros de Referência Especializados (CREAS) assumem o acompanhamento de situações graves, oferecendo suporte especializado às famílias.
Consequentemente, essa divisão permite que a prefeitura ofereça uma resposta mais humana e organizada diante de traumas profundos.
Canais de Denúncia e Atendimento em Camboriú
Se você presenciar ou suspeitar de alguma violação de direitos, utilize os contatos abaixo. O sigilo é garantido.
Conselho Tutelar
- Endereço: Rua Antônio Cassemiro Bittencourt, nº 92, Centro.
- Plantão 24h: (47) 99968-6372 / (47) 3365-5251.
Unidades de Assistência Social
- CRAS I (Monte Alegre): (47) 3366-4657
- CRAS II (Centro): (47) 3365-0607
- CREAS I (Santa Regina): (47) 3365-0919
- CREAS II (Rio Pequeno): (47) 3365-1498
Em resumo, a criação deste protocolo reafirma o compromisso de Camboriú com a dignidade e o futuro das próximas gerações, transformando um documento técnico em uma ferramenta real de proteção à vida.




