Caso Cão Orelha: Polícia Civil de SC Cumpre Mandados Contra Adolescentes

A Polícia Civil de Santa Catarina deu um passo decisivo na investigação sobre o crime de maus-tratos contra o cão Orelha. Em uma operação coordenada pela Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.

Em primeiro lugar, a ação focou na coleta de aparelhos celulares pertencentes a dois adolescentes que estão sob investigação direta por envolvimento no caso.

Monitoramento Estratégico e Antecipação de Voo

Embora os jovens estivessem fora do Brasil, a Polícia Civil manteve um monitoramento constante em conjunto com a Polícia Federal. Dessa forma, foi possível identificar que o retorno dos investigados foi antecipado.

Consequentemente, os agentes conseguiram cumprir as ordens judiciais assim que os adolescentes desembarcaram. Além da apreensão dos aparelhos, ambos já foram devidamente intimados para prestar depoimento oficial às autoridades.

Apoio Institucional e Próximos Passos

A operação não foi isolada; pelo contrário, contou com o suporte fundamental da Delegacia de Proteção ao Turista (DPTUR) e da Polícia Militar de SC. Quanto ao material apreendido, o processo seguirá as seguintes etapas:

  • Extração de Dados: Os celulares serão encaminhados à Polícia Científica para análise técnica minuciosa.
  • Perícia Animal: Foi solicitada a emissão de um laudo de corpo de delito do cão Orelha para materializar as agressões.
  • Encaminhamento Jurídico: Após a conclusão das diligências pelos delegados Renan Balbino e Mardjoli Valcareggi, o inquérito será enviado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

O Compromisso com a Justiça e a Causa Animal

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, a integração entre as forças de segurança foi essencial para o sucesso desta fase. Ele destacou que o trabalho conjunto com a Polícia Federal no aeroporto garantiu não apenas a eficácia da investigação, mas também a segurança de todos os envolvidos.

Em última análise, a agilidade na resposta estatal reforça o combate à impunidade em casos de crueldade animal no estado de Santa Catarina.

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