Caso Orelha: Deputado Mário Motta protocolada pedido de CPI na Alesc

O deputado estadual Mário Motta (PSD) oficializou, nesta quarta-feira (13), o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O objetivo é apurar as circunstâncias da morte do cão Orelha, ocorrida em Florianópolis, e esclarecer possíveis falhas na condução do inquérito policial.

Divergências entre Polícia e Ministério Público

Embora o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) tenha solicitado o arquivamento do caso — sob a justificativa de morte natural por doença terminal —, o parlamentar aponta inconsistências graves. Visto que a Polícia Civil chegou a identificar um adolescente como suspeito e o governo do Estado fez declarações públicas sobre a existência de provas, o recuo do MP gerou estranheza.

De acordo com Mário Motta, o pedido de CPI busca transparência total sobre:

  • As imagens das câmeras de segurança do local;
  • O acesso a laudos periciais e depoimentos colhidos;
  • A divergência entre as falas do delegado-geral e o parecer final do MPSC.

Próximos Passos: A busca pelas 15 assinaturas

Dessa forma, para que a CPI seja oficialmente instalada, são necessárias 15 assinaturas de deputados estaduais. Motta já iniciou a coleta de apoios, enfatizando que a comissão atuará de forma independente.

Portanto, entre as principais oitivas programadas estão:

  1. O veterinário responsável pela eutanásia;
  2. O porteiro do local onde o animal foi encontrado;
  3. Agentes da Polícia Civil envolvidos na fase inicial da investigação.

Justiça e Transparência

Além disso, o deputado discute a possibilidade de federalização do caso, alegando que o ocorrido comoveu o Brasil inteiro. “É um caso confuso e repleto de incongruências. Santa Catarina e o Brasil merecem respostas”, pontuou o parlamentar.

Consequentemente, a instalação da CPI não é vista apenas como uma resposta ao caso específico, mas como uma medida para garantir que falhas investigativas não levem à impunidade. Vale ressaltar que Motta reforça que a medida não é uma “caça às bruxas”, mas um compromisso com a transparência pública.

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