Comunidade internacional condena ataque “terrorista” e “antissemita” em praia australiana

Morreram pelo menos 12 pessoas e quase 30 ficaram feridas
A comunidade internacional condenou este domingo o “terrorismo” e o “antissemitismo”, numa reação ao ataque na praia australiana de Bondi, Sydnei.
No tiroteio morreram 12 pessoas, entre os quais um dos dois atacantes, e ficaram feridas quase três dezenas de pessoas, uma ação que as autoridades locais classificaram como “ato terrorista”.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou-se “chocada com o trágico ataque na praia de Bondi” e enviou as “mais sinceras condolências às famílias e entes queridos das vítimas”.
“A Europa solidariza-se com a Austrália e as comunidades judaicas em todo o mundo. Estamos unidos contra a violência, o antissemitismo e o ódio”, disse Von der Leyen através de uma mensagem na plataforma X.
Por seu turno, a alta representante europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, acrescentou que “este ato atroz de violência contra a comunidade judaica deve ser veementemente condenado” e insistiu que “a Austrália é um dos países mais próximos da Europa e estamos plenamente solidários com o povo australiano”.
“Notícias profundamente perturbadoras chegam-nos da Austrália”, declarou o chefe do governo britânico, Keir Starmer, na plataforma X.
“O Reino Unido envia os seus pensamentos e condolências a todas as pessoas afetadas pelo terrível ataque perpetrado na praia de Bondi. Estou a ser mantido informado sobre a evolução da situação”, acrescentou o governante britânico, país que partilha o monarca com a Austrália.
A França “continuará a lutar sem fraqueza contra o ódio antissemita”, garantiu o Presidente francês Emmanuel Macron, pouco depois do anúncio deste ataque.
Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, disse estar “sem palavras”, após o ataque ocorrido em Sydney, na praia de Bondi.
“É um ataque aos nossos valores comuns. Temos de pôr fim a este antissemitismo – aqui na Alemanha e em todo o mundo”, afirmou o líder alemão, numa mensagem publicada no X.
O primeiro-ministro belga, Bart de Wever, também publicou uma mensagem nas suas redes sociais, salientando: “o antissemitismo não tem lugar nas nossas sociedades e devemos enfrentá-lo com determinação inabalável”.
O primeiro-ministro neerlandês, Dick Schoof, disse ter “transmitido a sua solidariedade” ao governo australiano “neste dia sombrio para a Austrália”.
“Condenando mais uma vez com firmeza qualquer forma de violência e antissemitismo, a Itália expressa as suas condolências às vítimas e permanece próxima dos seus entes queridos, dos feridos, da comunidade judaica e renova a sua amizade ao povo australiano”, escreveu no X a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.
Depois de o seu Presidente já se ter pronunciado sobre o caso, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, prometeu o apoio de Telavive aos judeus de todo o mundo.
“Expresso as minhas mais sinceras condolências às famílias das vítimas do abominável ataque terrorista perpetrado hoje na Austrália contra a comunidade judaica” local, “desejo uma rápida recuperação aos feridos e fortaleço os membros da comunidade judaica que se opõem ao ódio assassino”.
“O Estado de Israel continuará a apoiar as comunidades judaicas em todo o mundo, a apoiá-las e a lutar com todas as suas forças contra o antissemitismo e o terrorismo, em todos os lugares e em todos os momentos”, acrescentou o governante israelita.


