FIESC em Nova York: Diplomacia empresarial busca fortalecer laços com os EUA

FIESC em Nova York: Diplomacia empresarial busca fortalecer laços com os EUA

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) marcou presença em uma série de eventos estratégicos nesta segunda-feira, em Nova York. Liderada pelo presidente Gilberto Seleme, a comitiva catarinense participou do SC Day e de encontros organizados pela CNI, com o objetivo de ampliar parcerias comerciais e mitigar os impactos das recentes barreiras tarifárias.

Gilberto Seleme prestigia encontro de empresários do governo de SC em NY.

SC Day: Apresentando os diferenciais de Santa Catarina

Durante o SC Day, organizado pelo Governo do Estado, Gilberto Seleme destacou Santa Catarina como um destino seguro e inovador para investidores globais. De acordo com o presidente da FIESC, os Estados Unidos ocupam um lugar de destaque na pauta exportadora catarinense, oferecendo um vasto potencial de transferência tecnológica.

Seleme reforçou que a manutenção de um escritório do governo estadual nos EUA será estratégica. Especialmente em momentos de tensão comercial, a articulação direta e o relacionamento institucional são ferramentas essenciais para a defesa dos interesses da indústria catarinense.

Presidente da CNI, Ricardo Alba (D), Daniel Godinho (C), da WEG, e o presidente da FIESC, Gilberto Seleme (E) em agenda da CNI. (Foto: Iano Andrade/CN

Brasil U.S. Industry Day e a Luta contra o “Tarifaço”

Além disso, a agenda incluiu o Brasil U.S. Industry Day, evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que reuniu mais de 500 líderes empresariais. A CNI apresentou um documento com 30 medidas para fortalecer a relação bilateral e enfrentar desafios atuais, como:

  • Tarifas de Importação: Discussão sobre a taxação global de 10% e taxas adicionais impostas ao Brasil.
  • Investigações Técnicas: Análise das seções 232 e 301, que impactam diretamente os custos de exportação.
  • Sincronia Comercial: Alinhamento entre empresários brasileiros e americanos para soluções rápidas.

Visto que as exportações para o mercado norte-americano recuaram 39% no primeiro quadrimestre de 2026 (comparado ao mesmo período de 2025), a urgência por subsídios técnicos que evitem novas tarifas é prioridade máxima para o setor.

Integração nas Cadeias Produtivas

Portanto, o foco da diplomacia empresarial não é apenas comercial, mas de sobrevivência mútua. “Os Estados Unidos dependem de nossos produtos, pois fazemos parte da cadeia produtiva de muitos de seus setores”, sintetizou Seleme.

Consequentemente, a indústria brasileira está empenhada em fornecer os dados necessários para provar a importância da parceria e reverter a queda nos volumes de exportação observada desde abril. A programação em Nova York segue nesta terça-feira com encontros focados em investidores institucionais.

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