Sophia Medina vive a melhor fase da carreira no surfe
Líder do ranking sul-americano, a atleta participou da Liga Esportiva NESCAU® e compartilhou com jovens lições sobre persistência e autoconfiança
Primeiramente, é importante destacar que Sophia Medina completou 21 anos no dia 15 de maio com um grande presente construído por ela mesma: a liderança isolada do ranking sul-americano de surfe. De fato, após um período de dois anos sem títulos, a maré virou positivamente com duas vitórias consecutivas — no QS 6.000 de Imbituba e no QS 4.000 de Ubatuba. Como resultado, a atleta voltou a competir com a leveza característica de seus anos de base.

No entanto, Sophia encara a liderança atual da mesma forma que enfrentou a fase difícil. Ou seja, como parte de um processo contínuo, e não como um ponto de chegada. Sabendo que foi ela quem remou para superar a calmaria, a surfista agora mira um objetivo muito claro: conquistar o título sul-americano para, em seguida, abrir caminho rumo ao Challenger Series e alcançar a elite mundial (WCT).
A força do processo e o amadurecimento mental
Vale ressaltar que o caminho até este momento exigiu muito mais do que treinos físicos e técnicos. Isso porque Sophia precisou atravessar um profundo amadurecimento para voltar a competir sem o peso da cobrança excessiva.
“O esporte não é só físico. Afinal, o corpo não funciona bem sem a cabeça. Foram dois anos difíceis, nos quais eu me cobrava muito e ficava presa aos resultados. Por consequência, esqueci de acreditar em mim. Foi um processo de reconectar com o espírito daquela menininha que adorava surfar”, conta.
Além disso, a transição para o profissionalismo trouxe um cenário complexo, marcado por adversárias mais preparadas e pressão constante. “Quando eu era pequena, tinha muita garra e não hesitava. Contudo, quando passei a ser profissional, o nível aumentou e eu me assustei. Por esse motivo, o jejum de vitórias foi útil para eu entender o que precisava melhorar na técnica e dentro de mim”, afirma.

Do mesmo modo, ser irmã do tricampeão mundial Gabriel Medina traz holofotes, mas Sophia reconhece a influência da família sem abrir mão de construir o próprio legado. Segundo ela, a resiliência foi aprendida em casa com seu pai e treinador, Charles Saldanha. “Ele sempre diz que quanto mais a gente apanha, mais a gente levanta. Por isso, nunca pensei em largar o esporte. Eu quis forçar o tempo, mas, como não o controlamos, apenas trabalhei e deixei acontecer”, explica.
Da praia para a Liga Esportiva
Em paralelo a essa virada, Sophia levou sua história de reconstrução para a etapa paulista da Liga Esportiva NESCAU®, realizada no Clube Esperia, em São Paulo. Na oportunidade, a atleta conversou com centenas de crianças e adolescentes sobre a importância de ter fé no próprio caminho.
De acordo com a surfista, o contato com os jovens atletas dá um sentido mais profundo aos troféus. “Poder passar algo bom para as crianças é uma das coisas mais valiosas que o esporte permite. Em suma, eu não imaginava que poderia inspirar alguém, e hoje vejo o tamanho desse valor”, completa.
Panorama da Liga NESCAU® 2026
Para se ter uma ideia da magnitude do evento, a 12ª edição da Liga Esportiva NESCAU® São Paulo consolidou números expressivos em termos de inclusão e participação social:
| Indicador | Dados Oficiais de 2026 |
| Total de Inscritos | 5.694 jovens atletas |
| Público Geral Presente | 12.154 pessoas (incluindo familiares e professores) |
| Modalidades Esportivas | 23 categorias integradas |
| Inclusão Social | 12% dos inscritos eram pessoas com deficiência (~700 jovens) |
Por fim, o evento reflete o compromisso histórico da marca NESCAU® — criada no Brasil em 1932 — em aliar o estímulo à atividade física com uma nutrição balanceada. Nessa mesma linha, a Nestlé, que já soma mais de 100 anos de atuação no país, utiliza sua estrutura de 18 unidades industriais e mais de 30 mil empregos para continuar promovendo bem-estar e sustentabilidade em território nacional.




