Tempo de recuperação de Arrascaeta preocupa Flamengo; médico explica cenário

​Meia tem prazo inicial de recuperação estimado em seis semanas

​A fratura no punho esquerdo de Arrascaeta pegou os torcedores do Flamengo de surpresa, gerando alerta, sobretudo para a comissão técnica. Nesse sentido, o departamento médico do clube aguarda o retorno do uruguaio ao Brasil, mas já se aprofundou no caso e, em um primeiro momento, o tempo de recuperação liga um sinal amarelo.

​Portanto, o prazo previsto para o retorno de Arrascaeta, baseando-se no histórico desse tipo de lesão em atletas, é de seis semanas. Naturalmente, o prazo depende de como o corpo do atleta reagirá ao tratamento e também de cada caso particular da lesão, embora possa ser encurtado.

​Como consequência, Arrascaeta ficaria fora dos dois jogos das semifinais da Libertadores, quando o Flamengo encara o Estudiantes, da Argentina, nos dias 15 e 22 de outubro. A fim de que ele ficasse à disposição para o jogo de ida, por exemplo, ele teria apenas 17 dias para se recuperar.

​Por outro lado, em caso de classificação para a final, o cenário seria de otimismo pela utilização do jogador. Vale lembrar que a decisão está marcada para o dia 28 de novembro, no Uruguai.

​Médico explica processo de recuperação em fraturas

​O médico ortopedista Ricardo Soares, em contato com a reportagem do Lance!, detalhou como acontece o tratamento cirúrgico em situações como a de Arrascaeta.

​”Em atletas, a fixação interna (tratamento cirúrgico) das fraturas de punho pode permitir mobilização mais precoce e facilitar uma recuperação funcional mais rápida. Contudo, não significa que a fratura estará consolidada antes com a cirurgia. Apesar disso, a estabilidade proporcionada pelo implante é diferente da consolidação biológica da fratura. Aliás, o tempo de consolidação, em média, ocorre entre 6 e 8 semanas. Dessa maneira, tendemos a escolher o tratamento cirúrgico nas fraturas de punho em atletas” — disse Ricardo Soares, médico do Hospital Ortopédico AACD.

​Além disso, segundo o especialista, jogadores de futebol de linha podem, em determinadas fraturas do punho, retornar ao ofício com uma proteção específica, mesmo que não estejam 100% recuperados. Entretanto, há o risco inerente de um novo trauma na região.

​”Um atleta de futebol de linha pode, em determinadas fraturas do punho, retornar protegido com órtese ou proteção específica, porque não depende do punho para executar o principal gesto esportivo, ainda que a fratura não esteja 100% consolidada. Porém, há o risco de uma queda e trauma sobre a área da cirurgia, o que pode comprometer o procedimento. Por essa razão, o retorno é individualizado e depende da estabilidade, consolidação e mobilidade articular” — explicou Ricardo Soares.

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