Obras de desassoreamento do Rio das Ostras têm início nesta segunda-feira em Balneário Camboriú

A partir desta segunda-feira (17), o Bairro da Barra, em Balneário Camboriú, começa a receber a montagem do canteiro de obras para o tão aguardado projeto de desassoreamento do Rio das Ostras. Nesse sentido, a etapa inicial contempla a instalação de contêineres, a preparação da área provisória para recepção de sedimentos e a chegada do maquinário pesado.

Sob a coordenação da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), o projeto une esforços técnicos e operacionais. Para isso, a autarquia reuniu representantes da Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental — responsável pelas exigências ambientais — e da BMB Comércio e Serviços Ltda., encarregada da execução operacional.

Tecnologia e planejamento ambiental

Conforme destacou o diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni, a prioridade é garantir agilidade e total conformidade técnica e ambiental. Dessa forma, os levantamentos já haviam sido iniciados na fase de pré-obra com coletas de água e sedimentos, criando uma linha de base que continuará sendo monitorada pelos próximos cinco anos.

  • Volume de sedimentos: Estima-se a retirada de 5.710,91 metros cúbicos de material acumulado.
  • Método de dragagem: O processo ocorrerá por sucção e recalque, onde o lodo é conduzido por tubulação até uma área provisória de contenção antes da destinação final licenciada.
  • Proteção adicional: O projeto também prevê a instalação de gabiões em trechos vulneráveis à erosão nas margens.

Trecho beneficiado e combate a alagamentos

A intervenção abrangerá o trecho compreendido entre as pontes das ruas Adaci Santos Gomes (próximo ao CEM Dona Lili) e Emanuel Rebelo dos Santos (em frente à Escadaria dos Pescadores). Portanto, o curso natural do rio será preservado, com foco exclusivo em recuperar a capacidade hidráulica, otimizar o escoamento das águas e minimizar os recorrentes transtornos de alagamentos em períodos de chuva intensa.

Com um investimento total de R$ 2.443.800,00 — utilizando recursos próprios da Emasa —, o prazo estimado para a conclusão da dragagem é de quatro meses, enquanto o monitoramento ambiental seguirá ativo a longo prazo.

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