“Todo o grão de areia de ajuda conta” na Venezuela onde é “quase como se tivesse caído uma bomba atómica”
O balanço oficial do violento terremoto na Venezuela subiu drasticamente, contabilizando pelo menos 929 mortos e 3.360 feridos. O país foi atingido por dois sismos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter. Diante disso, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o número de pessoas desaparecidas já ultrapasse a marca de 50 mil.

Em suma, o impacto da tragédia atinge diretamente a comunidade portuguesa. Como consequência dos abalos, já foram confirmadas as mortes de pelo menos 28 portugueses e lusodescendentes, enquanto outros 85 continuam desaparecidos. Além disso, o cenário na capital, Caracas, e na região litorânea de La Guaira é classificado como dantesco por testemunhas.
“É uma situação horrível, é quase como se tivesse caído uma bomba atômica naquele lugar. Quem conseguiu escapar perdeu absolutamente tudo: não têm casa, não têm roupa, não têm nada. Por isso, todo o grão de areia de ajuda conta neste momento”, relatou o presidente da Câmara Venezuelana Portuguesa de Comércio (CavenportVe), Jhonny Gamez Lopes, que retornou a Portugal um dia antes do desastre.
Portugal e União Europeia enviam equipes de busca e salvamento
Desse modo, a comunidade internacional iniciou uma força-tarefa de socorro imediato. Vale destacar que Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipes especializadas em busca e salvamento para atuar diretamente nos escombros das dezenas de edifícios que ruíram na região central venezuelana.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), as duas principais placas tectônicas se moveram com menos de um minuto de intervalo a cerca de 200 quilômetros de Caracas. O fenômeno foi seguido por mais de 20 réplicas (tremores secundários), o que dificulta o trabalho das equipes de resgate e amplia o risco de novos desabamentos.
Saiba onde deixar a sua ajuda humanitária para a Venezuela
Atualmente, a CavenportVe, em parceria com diversas entidades portuguesas, montou uma rede de postos de recolhimento de mantimentos e insumos essenciais de Norte a Sul de Portugal. Dessa forma, a instituição ficará encarregada de organizar, selecionar e embalar todo o material para transporte urgente por via aérea.
Os cidadãos que desejam colaborar podem entregar as doações nos seguintes pontos oficiais:
- Braga: No espaço Passaporte Latino e nas lojas Liberty Express;
- Grandes Centros: Postos de coleta ativos no Porto, Aveiro e Lisboa;
- Sul e Ilhas: Unidades de atendimento no Algarve e na Ilha da Madeira;
- Ações de Fim de Semana: Pontos de recolha nas praças de Espinho e em diversas Juntas de Freguesia parceiras.
Portanto, a mobilização busca arrecadar principalmente roupas, kits de primeiros socorros e alimentos não perecíveis. Por fim, as buscas continuam em ritmo incessante, visto que milhares de famílias aguardam notícias de parentes e amigos que seguem em paradeiro incerto em solo venezuelano.





