Alesc aprova moção de apoio à campanha salarial dos jornalistas de Santa Catarina
Proposição apresentada pelo deputado Padre Pedro Baldissera destaca a necessidade urgente de valorização profissional e reajuste do piso da categoria no estado
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou nesta quarta-feira (12) uma moção de apoio oficial às negociações da campanha salarial dos jornalistas catarinenses. Acolhendo proposição do deputado Padre Pedro Baldissera (PT), a iniciativa apela para que as entidades representativas de empregadores e trabalhadores do setor empreendam esforços conjuntos para assegurar a valorização adequada dos profissionais durante o atual período de negociações.

Em sua justificativa, o parlamentar pontuou a disparidade financeira enfrentada pela categoria:
“Apesar da indiscutível relevância social da profissão, os jornalistas de Santa Catarina enfrentam uma realidade marcada pela desvalorização salarial. Os salários praticados no estado encontram-se significativamente abaixo da média nacional, impondo dificuldades para a permanência de profissionais qualificados na atividade e comprometendo as condições de exercício de uma profissão essencial ao interesse público”.
Reivindicação de reajuste e o cenário atual
Para o ciclo deste ano, em assembleia da categoria, os jornalistas aprovaram a reivindicação de um piso salarial de R$ 5.170,00 para uma jornada mensal de 150 horas. Vale destacar que este valor é fruto de um estudo independente encomendado pelo Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC). Em contrapartida, o atual piso salarial praticado no estado permanece em R$ 3.399,54, encontrando-se muito aquém da realidade nacional.
Conforme reforça o documento aprovado no Legislativo estadual, a campanha salarial busca garantir uma remuneração condizente com a importância da atividade. Portanto, assegurar melhores condições de trabalho significa fortalecer diretamente a liberdade de imprensa, estimular a produção de informações de alta qualidade e proteger um dos pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito.
Os riscos da precarização para a democracia
A moção aprovada ressalta ainda que jornalistas submetidos à precarização das relações de trabalho enfrentam barreiras severas para exercer suas funções com independência, segurança e rigor técnico.
Em suma, o texto conclui que o jornalismo exerce um papel indispensável para a transparência das instituições públicas e para a garantia do direito fundamental da população ao acesso à informação de qualidade.




