Fabiano rebate discurso de país quebrado e alerta para riscos de “tesouraço” nos gastos públicos

Deputado destaca geração de empregos, crescimento econômico e políticas sociais do governo Lula e questiona os impactos dos cortes de gastos propostos pelo adversário

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, o deputado estadual Fabiano da Luz, líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa (Alesc) e presidente estadual do partido, contesta o discurso de que o Brasil estaria quebrado e chama a atenção para os resultados econômicos do governo Lula.

“Dizer que o Brasil está quebrado ignora os resultados que o país vem alcançando. Temos milhões de brasileiros trabalhando, empresas sendo abertas, produção crescendo e exportações em alta. É claro que existem desafios, mas precisamos discutir soluções sem colocar em risco os direitos e as conquistas da população”, afirmou Fabiano.

A discussão ganhou força diante de propostas do candidato opositor de Lula que tem defendido um “tesouraço” nas despesas públicas e que podem alterar regras de financiamento da saúde, da educação e de benefícios sociais.

O deputado destacou os números positivos do mercado de trabalho. A taxa de desemprego chegou a 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026, com 103,5 milhões de pessoas ocupadas. O país contabilizou 25,4 milhões de empresas ativas, com a abertura de 485 mil novos negócios somente em julho.

A inflação apresentou redução. Em agosto de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32%, enquanto a inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,22%, ante 4,44% em julho.

No orçamento doméstico, os dados sobre a cesta básica apontam melhora em relação ao ano anterior. Em fevereiro de 2026, eram necessárias 93 horas e 53 minutos de trabalho para comprar os produtos, ante 104 horas e 48 minutos em fevereiro de 2025. Em agosto, a cesta básica consumia, em média, 48,46% do salário mínimo líquido, abaixo dos 49,34% registrados em julho.

“Quando o desemprego cai e o trabalhador precisa de menos horas de trabalho para comprar alimentos, estamos falando de mudanças que fazem diferença na vida cotidiana. A economia precisa crescer, mas esse crescimento deve chegar à mesa das famílias e se traduzir em melhores condições de vida”, comentou Fabiano.

Crescimento da economia

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. Até o segundo trimestre de 2026, o crescimento acumulado em quatro trimestres era de 1,9%.

As exportações brasileiras somaram US$ 284,65 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O superávit comercial alcançou US$ 62,4 bilhões. Já as reservas internacionais chegaram a US$ 372,6 bilhões em agosto, ante US$ 324,7 bilhões no início de 2023. Em julho, os investimentos diretos estrangeiros acumulados em 12 meses atingiram US$ 88,4 bilhões.

“Esses resultados mostram a força produtiva do país, do campo à indústria, e a capacidade de ampliar nossas relações comerciais. O desafio é fazer com que esse crescimento se traduza cada vez mais em renda, qualidade de vida e oportunidades para a população”, destaca Fabiano.

A agropecuária também contribuiu para o desempenho nacional, com crescimento de 11,7% em 2025 e expansão de 7,5% no acumulado de quatro trimestres até o primeiro trimestre de 2026.

Proteção social

O deputado Fabiano da Luz também apontou para a ampla proteção social promovida pelo governo Lula por programas como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Farmácia Popular e Pé-de-Meia. “Equilibrar as contas públicas é importante, mas onde vão cortar? Não podemos aceitar que o ajuste recaia sobre quem depende do SUS, da escola pública, da moradia popular e dos programas sociais. O desenvolvimento precisa melhorar a vida das pessoas, não retirar direitos.”

Para ele, o segundo turno das Eleições 2026 coloca em debate não apenas os indicadores econômicos, mas também as prioridades para o país. “O Brasil precisa continuar crescendo, gerando renda e criando oportunidades. A responsabilidade fiscal deve caminhar junto com a proteção social e os investimentos necessários para o futuro da população brasileira”, disse.

Foto: Agência Alesc

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