PIB de Santa Catarina Lidera Expansão na Região Sul e Supera a Média Nacional, Aponta Santander
Santa Catarina ganhou um destaque estratégico no estudo especial divulgado pelo Departamento Econômico do Santander. Com efeito, o estado registrou as taxas mais elevadas de crescimento do PIB de toda a região Sul, alcançando projeções de 2,2% e 1,8%.
Apesar de enfrentar uma visível desaceleração, o território catarinense mantém sua forte relevância econômica, superando inclusive a média nacional, que se fixou em 1,8% e 1% para os mesmos períodos. Por conseguinte, esse movimento de moderação está alinhado ao cenário macroeconômico global do país, mantendo, contudo, taxas reais e positivas de expansão. A saber, o levantamento consolida os dados oficiais do PIB regional do IBGE e projeta o comportamento do mercado.

O Setor de Serviços como Motor da Economia Catarinense
Para entender o impacto desse crescimento, o estado será impulsionado principalmente pela dinâmica do setor de serviços. De fato, este segmento tem se mostrado altamente resiliente e atua como um diferencial de crescimento regional frente à média do país. Por exemplo, a projeção de crescimento para os serviços em solo catarinense é de 2,8% e 2,2%, enquanto a média nacional caminha passos atrás, marcando apenas 2% e 1%, respectivamente.
Por outro lado, o agronegócio apresenta um cenário de arrefecimento após a expressiva expansão registrada no ano anterior. Visto que o setor acompanha a maior volatilidade observada em toda a região Sul, esse recuo ocorre, em grande parte, em função dos impactos crescentes das crises climáticas. Paralelamente, a indústria deve apresentar um crescimento mais tímido, estimado em 1,5% e 1,4%, posicionando-se, dessa forma, bem próxima da média registrada no restante do Brasil.
“Após alguns anos com taxas de crescimento expressivas entre 2% e 6% ao ano, vemos Santa Catarina manter a resiliência e se destacar com a maior projeção de crescimento do Sul, impulsionada em grande parte pelo setor de serviços”, aponta Henrique Danyi, economista do Santander e um dos autores do estudo junto com Rodolfo Pavan.
Riscos Climáticos e Desafios Estruturais no Horizonte
Conforme explica o especialista, a evolução da atividade econômica regional continuará refletindo diretamente os fatores nacionais. No entanto, os eventos climáticos extremos permanecem entre os principais riscos para o cenário projetado. Isto é, a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño nos próximos anos, com forte alteração nos padrões de chuva e temperaturas, gera um sinal de alerta para os produtores e investidores.
Por essa razão, o planejamento de longo prazo se torna indispensável para mitigar perdas e garantir a estabilidade das cadeias produtivas catarinenses.
O Novo Cenário do Mapa Econômico Brasileiro
Em suma, mesmo com a desaceleração prevista, o mapa econômico do país segue mostrando uma expansão disseminada por várias regiões. Portanto, as lideranças empresariais precisam se adaptar a esse novo ciclo de mercado.
“O desafio à frente deixa de ser crescer mais rápido e passa a ser crescer com menos impulso cíclico, maior heterogeneidade regional e sensibilidade crescente a choques climáticos e financeiros”, conclui Danyi.
Por fim, vale destacar que o levantamento completo apresenta projeções detalhadas para a atividade econômica, agropecuária, indústria e serviços em todas as regiões do país. Além disso, o material traz análises específicas por estado e indicadores setoriais fundamentais para o direcionamento de novos investimentos.



